Apesar da alta nos preços, material escolar não deve ser vilão do orçamento

O levantamento apontou aumento médio de 1,60% em relação ao ano passado – abaixo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), calculado pelo FGV IBRE, que foi de 3,05% no mesmo período.
Economia
29 Janeiro 2018
Apesar da alta nos preços, material escolar não deve ser vilão do orçamento

A variação média de preços dos itens do material e do transporte escolar ficou abaixo da inflação. O levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), de fevereiro de 2017 a janeiro deste ano, apontou aumento médio de 1,60% em relação ao ano passado – abaixo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), calculado pelo FGV IBRE, que foi de 3,05% no mesmo período.

Os livros não didáticos registraram queda de -1,65%, enquanto que os livros de literatura tiveram em média -0,07% de decréscimo nos preços. O material escolar, cesta com itens como caderno, borracha, apontador, lápis e caneta, subiu 2,01% no período. Já o transporte escolar descolou das demais categorias ao registrar aumento de 6,02%.

Para André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE e responsável pela pesquisa, a notícia é boa, mas início de ano exige atenção maior com os gastos.

“Os pais precisarão se planejar e economizar para essas compras, já que há em janeiro grande concentração de despesas que reduzem o orçamento familiar”, ponderou.

O economista André Braz também deu outras dicas que podem ser úteis na hora das compras. Uma delas é realizar a compra em conjunto com outros pais, visto que compras em quantidade podem ganhar descontos. Ouro conselho para economizar é conferir o material que sobrou do ano anterior e comprar apenas o que não puder ser reaproveitado. O pesquisador do FGV IBRE diz ainda que pesquisar o preço na internet, papelarias e supermercados é o primeiro passo para economizar.

O estudo completo está disponível no site.