Com apoio da União Europeia, ‘Jean Monnet Atlantic Network 2.0’ ganha terceira versão

O programa colaborativo da Rede visa fortalecer a percepção de cada instituição membro sobre o papel da UE no espaço atlântico e estimular o conhecimento comparativo sobre as diferentes questões abordadas
Políticas Públicas
17 Dezembro 2019
Com apoio da União Europeia, ‘Jean Monnet Atlantic Network 2.0’ ganha terceira versão

O Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional (FGV NPII), obteve aprovação em mais um projeto financiado pela União Europeia (UE) no programa Erasmus+. O “Jean Monnet Atlantic Network 2.0” dá sequência a uma rede iniciada em 2012 com o projeto “Atlantic Future”, coordenado pelo Centro de Relações Internacionais de Barcelona (CIDOB) na Espanha. Com a experiência acumulada nessa iniciativa, o FGV NPII liderou o segundo projeto, “Jean Monnet Network on Atlantic Studies”, de 2016 a 2019. Em fevereiro deste ano, o FGV NPII submeteu nova proposta para dar continuidade a esse trabalho, e novamente obteve aprovação da UE para comandar a terceira versão da rede Jean Monnet para estudos do Atlântico.

Entre as ações apoiadas pelo bloco europeu no âmbito do programa Erasmus+, a criação de um “Network”, é a que recebe maior relevância e incentivo, já que a criação de um consórcio transcende as fronteiras disciplinares e setoriais, e reúne esforços de importantes centros internacionais para promover os estudos europeus e desenvolver o processo de integração europeia em todo o mundo.

O “Atlantic Network 2.0” é fruto de uma parceria entre seis instituições que tem por objetivo maximizar os benefícios da pesquisa colaborativa. Por meio de intensa comunicação e de maneira multidisciplinar, pretende-se gerar novos conhecimentos, baseados parcialmente em análises feitas anteriormente, sobre a evolução da dinâmica atlântica e seu significado para a UE e outros atores, em cada um dos três temas escolhidos: energia e sustentabilidade, comércio; economia e desigualdade; e segurança humana.

As instituições que compõem a rede Jean Monnet são importantes centros em suas respectivas regiões, com estudos significativos relacionados à UE. Muitos incluem professores Jean Monnet e todos já colaboraram em temas relacionados às questões atlânticas e ao papel da UE como ator relevante para a região. Além do FGV NPII como coordenador do projeto, participam como membros, a Universidade Nova de Lisboa (NOVA - Portugal), o Centre for International Information and Documentation em Barcelona (CIDOB – Espanha), o Centro de Investigación y Docencia Económicas AC (CIDE – México), o Policy Center for the New South (PCNS – Marrocos), e a Université Libre de Bruxelles (ULB – Bélgica), por meio de seu Instituto de Estudos Europeus.

O programa colaborativo da Rede visa fortalecer a percepção de cada instituição membro sobre o papel da UE no espaço atlântico e estimular o conhecimento comparativo sobre as diferentes questões abordadas. As atividades ocorrerão nos próximos 36 meses e haverá uma reunião em cada uma das instituições parceiras para discutir os temas propostos. A rede pretende envolver atores de todos os continentes do atlântico, engajando representantes da sociedade civil, formuladores de políticas, estudantes, acadêmicos e jovens pesquisadores, nos tópicos interdisciplinares escolhidos, considerados essenciais para uma maior compreensão do papel da UE no mundo.

Nesse contexto, a analista Internacional do FGV NPII, Francine Thays Martin, foi convidada pela Agência Executiva da Comissão Europeia para participar da reunião de Coordenadores dos projetos Jean Monnet, realizada no último dia 18 de novembro, em Bruxelas. O evento permitiu uma interação com a equipe da Agencia Executiva e os beneficiários dos projetos para construção de novas parcerias. Nessa ocasião foi realizada também a comemoração do 30º Aniversário das Atividades Jean Monnet com a Conferência sobre “Estudos da UE na era digital”, a qual destacou os desafios da era digital na educação e como os estudos da UE estão sendo afetados por ela. Esse tema foi selecionado por ser uma das principais prioridades da nova Comissão ao apoiar o desenvolvimento de competências digitais por meio da educação.