?Aquele trabalhador rural de chapéu de palha e cigarro na boca não é mais o mesmo?, diz Ignez Lopes, do CEA

Institucional
25 Outubro 2011

Em sintonia com demais setores da economia brasileira, o agrícola também registra gargalos de mão de obra qualificada à medida que a indústria robótica mundial avança no desenvolvimento de máquinas cada vez mais modernas destinadas à área ? com GPS, sensores, computadores e sistemas integrados. Com isso, aquele produtor que deseja alcançar maiores ganhos no campo ou no pasto deve estar ligado nas últimas tendências tecnológicas para repassá-las aos seus funcionários, conforme apontam Daniela Rocha e Ignez Lopes, pesquisadoras do Centro de Estudos Agrícolas (CEA) do IBRE/FGV. Segundo elas, embora o número de trabalhadores capacitados ainda não seja suficiente para suprir a demanda, essa mobilização já vem acontecendo. ?Hoje, aquele trabalhador rural de chapéu de palha e cigarrinho na boca não é mais o mesmo de antigamente. Ele já tem pelo menos um nível técnico, são pessoas treinadas para absorver conhecimento?, destaca Ignez. Atento às recentes informações e tecnologias no agronegócio, o agricultor também estará apto a identificar as inovações viáveis para serem implantadas na sua produção e quais precisariam ser adaptadas. ?Não é um pacote pronto. Ao longo da safra, ele vai estudando (como está) o processo que vem sendo testado, se o solo ou a planta responderam bem, etc. A tecnologia é muito importante para o ?homem do campo? obter maior margem de lucro por meio do aumento de produtividade, até porque (tem que considerar que) suas margens são baixas se comparadas às dos demais setores industriais, que conseguem transferir o custo extra ao consumidor?, conclui Ignez.