Artigo na Conjuntura Econômica analisa avanços sociais na América Latina

A América Latina registrou avanços sociais significativos e disseminados nos últimos dez anos ? tanto em termos de redução da secular desigualdade, quanto de diminuição da pobreza. Em todos os países, notam-se progressos na educação, na saúde, aquecimento do mercado de trabalho e melhora nas condições de vida da maioria da população. Na esteira desse movimento, emergiu na maior parte das nações latino-americanas e caribenhas uma nova classe média de base popular, que está transformando de forma profunda as relações sociais, econômicas e políticas na região. No Brasil, e provavelmente em outros países latino-americanos, há a sensação de que essa melhora é um fenômeno fundamentalmente nacional, ligado a determinadas escolhas políticas e econômicas. Porém, os avanços sociais ocorreram em países com regimes econômicos e políticos bastante diferenciados, o que exclui tentativas simplistas de explicá-los. A desigualdade, por exemplo, caiu de forma incisiva nos principais países latino-americanos. De 2000 a 2010, o índice de Gini da Argentina recuou de 0,504 para 0,458; o do Chile de 0,552 para 0,521; o da Colômbia de 0,572 para 0,560; o do México de 0,556 para 0,517; o da Venezuela de 0,458 para 0,390; e o do Brasil de 0,587 para 0,519. Os números indicam que, apesar do movimento positivo generalizado, o ritmo foi diferente entre os países. E, de fato, é preciso analisar com cuidado caso a caso para entender as peculiaridades de cada uma dessas melhoras. Para entender os avanços sociais que se passam na América Latina e o futuro destas conquistas, leia o artigo completo na revista Conjuntura Econômica.
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