Boletim Macro IBRE acerta resultado do PIB de 2012

Institucional
04 Março 2013

Na última sexta-feira, 1º de março, a divulgação do IBGE sobre o crescimento do PIB em 2012 confirmou o que os economistas do IBRE já previam: um crescimento pífio da economia, com o PIB atingindo 0,9% em 2012. Além disso, a média móvel trimestral do Indicador de Atividade Econômica (IAE), calculada pelo Boletim Macro IBRE, ficou em 0,6% em dezembro, taxa também confirmada pelo IBGE. Regis Bonelli e Silvia Matos, coordenadores do Boletim Macro, atribuem o sucesso dos acertos ao modelo estatístico utilizado para se chegar a esses números. ?Nosso modelo possui um desempenho muito bom. Em termos de metodologia, ele não tenta replicar o que é feito no IBGE, porém, consegue adiantar o que o IBGE vai divulgar dois meses depois e ainda aponta a tendência para os próximos meses?, ressalta Bonelli. ?O objetivo do IAE, que está ancorado no PIB trimestral dessazonalizado do IBGE, é conseguir mensalizar as informações com mais rapidez, o que ajuda a antever qual será o cenário econômico?, acrescenta Silvia. Para se chegar as previsões econômicas observadas no estudo, a equipe considera um conjunto de séries econômicas correlacionadas com o PIB trimestral dessazonalizado, entre elas destacam-se: produção industrial do IBGE, indicadores de confiança da indústria do IBRE/FGV, massa de rendimentos do IBGE, índices de quantum do comércio exterior da FUNCEX, etc. ?Cada vez que sai um dado novo, tentamos inseri-lo em nossas estimativas. Então, o Boletim que será divulgado em março trará os indicadores referentes aos dados de dezembro a fevereiro, sempre fazendo uma comparação com o trimestre anterior?, explica Bonelli. Investimentos ? Segundo os economistas, não restam dúvidas de que a contração de 4% do investimento no ano passado contribuiu para o péssimo desempenho da economia em 2012. ?Conforme esperávamos, a taxa de investimento recuou novamente. Atingiu 18.1% do PIB em 2012 e, há dois anos, vem caindo: 19.5% em 2010, 19.3% em 2011?, ressalta Silvia. O fraco investimento, de acordo com Bonelli, foi, sem dúvida, o principal fator de um PIB puxado para baixo. ?Como o investimento equivale a quase 20% do PIB, só isso já fez com que o PIB caísse 0,8% no ano passado. Se o crescimento do investimento tivesse ficado estagnado, teríamos tido um aumento de 1,7% do PIB?, salienta. Os economistas explicam que, caso esse panorama permaneça, poderá amarrar o crescimento, novamente, em 2013, mesmo que as previsões para este ano estejam mais otimistas ? a projeção preliminar do IBRE para o crescimento do PIB em 2013 é de 3%.  

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