Brasil lidera a piora do clima econômico na América Latina, diz estudo

O ICE do Brasil recuou de 3,6 pontos positivos para 21,1 pontos negativos entre janeiro e abril de 2019.
Economia
13 Maio 2019
Brasil lidera a piora do clima econômico na América Latina, diz estudo

Na Sondagem Econômica da América Latina referente ao mês de janeiro de 2019 e divulgada em fevereiro foi destacada a liderança do Brasil na melhora do clima econômico da região. O cenário mudou. O Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico (ICE) da América Latina— elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV — após dois trimestres consecutivos de recuperação recuou ao passar de 9,1 pontos negativos para 21,1 pontos negativos entre janeiro e abril de 2019. A deterioração do índice foi influenciada pela queda do Indicador da Situação Atual (ISA) e do Indicador das Expectativas (IE). O Indicador das Expectativas (IE) caiu 15,8 pontos ao passar de 25,0 para 9,2 pontos no mesmo período ainda permanece na zona favorável. Já, o Indicador da Situação Atual (ISA) apresentou queda menor, de 9,0 pontos, permanecendo com saldo de respostas negativo.

A queda do ICE da América Latina foi influenciada pela piora dos indicadores do Brasil e do México, considerando que o resultado dos indicadores é ponderado pela participação do PIB de cada país (produto interno bruto), e que juntos são responsáveis por 63% do resultado agregado América Latina. O ICE do Brasil recuou de 3,6 pontos positivos para 21,1 pontos negativos entre janeiro e abril de 2019. Essa devolução é explicada pela deterioração nas expectativas, considerando que o IE caiu 31,7 pontos, mas ainda se mantém positivo, e do ISA com recuo de 19,0 pontos. O nível do ICE do México é menor, mas na comparação com o Brasil a queda entre janeiro e abril foi menor ao recuar de 41,9 negativos para 43,7 pontos negativos.

O ICE melhorou apenas na Colômbia e Peru registrando em ambos os casos recuperação das expectativas e da avaliação sobre a situação atual. Nos demais países, houve piora do clima econômico, com exceção do Equador que não registrou nenhuma mudança. Ressalta-se que, apesar da piora no ICE, Chile e Paraguai, ao lado da Colômbia e do Peru são os únicos países que estão em zona de avaliação favorável.

O estudo completo está disponível no site.