Brasil não deve temer reforma econômica da China, diz IBRE

De acordo com a pesquisadora Lia Valls, os resultados da reforma econômica proposta pelos líderes da China devem ser concluídos até 2020 ? dando tempo para o Brasil implementar manobras governamentais a fim de que as consequências da queda das exportações de commodities industriais não sejam tão sentidas.
Institucional
16 Janeiro 2014

A reforma econômica proposta pela nova liderança chinesa, Xi Jinping , não deve prejudicar o comércio com o Brasil. É no que acredita a pesquisadora da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE),  Lia Valls. O objetivo da reforma é dar mais equilíbrio ao crescimento econômico da China, priorizando o consumo interno e revendo a alocação de recursos. Com isso, alguns países exportadores de commodities industriais ? um dos setores que devem ter os investimentos reduzidos no país ? podem ser afetados.Para Lia, mesmo que ocorra redução das exportações de produtos da indústria pesada como minérios de ferro, o Brasil pode contar com a diversidade dos seus produtos exportados. ?O que a gente exporta pra China não está ligado somente à infraestrutura. Nós também exportamos soja, por exemplo, e estamos entrando no mercado de exportação de carne suína para o país?, afirma.Ainda de acordo com a pesquisadora, os resultados da reforma econômica proposta pelos líderes da China devem ser concluídos até 2020 ? dando tempo para o Brasil implementar algumas manobras governamentais, a fim de que as consequências da queda das exportações de commodities industriais sejam tão sentidas.?A população da China vai continuar crescendo e eles não têm produção interna de alimento suficiente para a população, fato que abre portas para o Brasil exportar ainda mais alimentos para o país. Nós temos uma grande capacidade de diversificação. Então, as perspectivas sobre o aspecto das consequências da reforma para o Brasil não são tão negativas?, avalia Lia Valls.