Brasil precisa ter ganhos de produtividade para sustentar crescimento, aponta IBRE

Institucional
13 Setembro 2013

Com a proximidade do fim de seu bônus demográfico, o Brasil precisa urgentemente apresentar ganhos de produtividade. É o que aponta estudo dos economistas Regis Bonelli e Julia Fontes, da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE).De acordo com a pesquisa, que desenvolve diferentes projeções para o PIB até 2022, se o país mantiver o padrão que marcou seu crescimento de 2000 a 2012 ? focado no aumento da atividade de setores que demandaram um alto nível de mão de obra ?, uma expansão acima de 2% seria inviabilizada por uma demanda de população ocupada maior do que a população economicamente ativa (PEA) disponível.?Algumas alternativas para reverter esse quadro seriam parar de crescer ou crescer não mais que 2% ao ano; mudar a estrutura de produção brasileira para setores de produtividade mais alta e até uma imigração em grande escala de profissionais. Nada, entretanto, é tão efetivo quanto um aumento forte e contínuo da produtividade em geral?, afirma Bonelli.O pesquisador ressalta ainda que, nas décadas recentes, o capital fixo por trabalhador cresceu a taxas pequenas (indicando queda do investimento, o que impulsiona a produtividade) e que a produtividade brasileira no setor de serviços é menor do que a de diversos países. ?Se tomarmos como base o nível de produtividade relativa dos Estados Unidos entre 2000 e 2008, a produtividade brasileira do setor de serviços caiu 1,7%, enquanto a da Colômbia cresceu 2,8%, a do Chile, 1,8% e a da Coreia, 4,8%?, adverte.Clique e saiba mais sobre as pesquisas produzidas pelo IBRE.

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