Carnaval mais caro para os foliões
Economia
09 Fevereiro 2018

Carnaval mais caro para os foliões

Para quem for pegar a estrada ou curtir o carnaval de rua, a boa notícia é que o preço das bebidas compradas no supermercado ajudou a esfriar o aumento dos outros itens. Bebidas destiladas (0,02%), cerveja (0,47%) e refrigerantes e água mineral (1,55%) não tiveram aumento real, ficando abaixo da inflação do período, assim como as refeições em bares e restaurantes, que tiveram alta de 3,15%.

Os foliões irão perceber que os preços de produtos e serviços estão um pouco mais caros neste carnaval. A média da inflação dos itens mais consumidos na festa ficou em 5,32% entre fevereiro de 2017 e janeiro deste ano, acima dos 3,22% da inflação do período, segundo o Índice de Preços de Consumidor (IPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). A alta no carnaval foi puxada pelo preço dos combustíveis, que acelerou nos últimos 12 meses: a gasolina subiu 13,61%, enquanto o Gás Natural Veicular (GNV) aumentou 9,61% e o etanol 4,02%.

Para quem for pegar a estrada ou curtir o carnaval de rua, a boa notícia é que o preço das bebidas compradas no supermercado ajudou a esfriar o aumento dos outros itens. Bebidas destiladas (0,02%), cerveja (0,47%) e refrigerantes e água mineral (1,55%) não tiveram aumento real, ficando abaixo da inflação do período, assim como as refeições em bares e restaurantes, que tiveram alta de 3,15%.

“O calor não deve espantar os foliões, principalmente os que optarem por levar o isopor ou a bolsa térmica. Os preços das bebidas compradas nos supermercados, ou nos bares e restaurantes, subiram menos que a inflação. Até mesmo refrigerantes e água mineral consumidos fora de casa tiveram alta menor que o IPC/FGV, ficando em 2,97%. Na contramão   estão as outras bebidas alcoólicas, cujos preços subiram mais que o dobro da inflação, registrando alta de 7,45%”, explica o economista André Braz, responsável pelo levantamento e coordenador do IPC do FGV IBRE.

hotéis, passagens aéreas, excursões e tarifas de ônibus urbanos aceleraram, em média, menos que no ano passado. Para Braz, com a economia dando sinais de melhora há espaço para aumento nos preços este ano.

“Esperamos que em 2018 a atividade fique mais aquecida. Nesse ambiente, os preços dos serviços tendem a avançar mais. Contudo, nada que ameace a meta de inflação, que continua em 4,5%. Por enquanto, a nossa expectativa é que o IPC suba algo em torno de 3,8% este ano”, analisou o economista.