Centro de Relações Internacionais do CPDOC debate a Primavera Árabe

Institucional
19 Maio 2011

O Centro de Relações Internacionais do CPDOC organizou o debate aberto  Para onde vai a primavera árabe?, realizado no dia 11 de maio, na Escola de Economia de São Paulo.  Depois de uma longa estagnação, o mundo árabe está passando por uma mudança histórica, mas não há consenso sobre como pensar sobre os eventos recentes, e quais serão as implicações geopolíticas. As revoltas são um antídoto para o 11 de setembro? Como os países não-árabes da região acompanham os acontecimentos? Qual o lugar do Islã Político afinal? Essas são algumas das inúmeras questões que nos assolam ao ler as notícias dos últimos meses sobre as revoltas no Oriente Médio. O debate abordou estas e outras questões, apresentando a visão de jovens pesquisadores que se debruçam sobre o tema.  A mesa foi composta pelas professoras Juliana Viggiano (FGV), Monique Sochaczewski Goldfeld (FGV) e pelo professor Paulo Daniel Farah (USP). A mediação foi feita pelo professor Oliver Stuenkel (FGV). Participaram da discussão alunos da EESP, EAESP, professores da rede estadual de ensino, alunos e professores da USP, PUC-SP, FASM, FMU, Uninove e Faculdades Integradas Rio Branco. Também estavam presentes representantes da Câmara Árabe e da empresa Watershed. O primeiro a se apresentar, o professor Paulo Daniel Farah (USP), caracterizou geográfica, histórica, política e culturalmente o que é denominado mundo árabe, antes fazer um breve panorama das revoltas que assolam a região desde janeiro deste ano. Em seguida, a professora Monique Sochaczewski (FGV) contemplou os efeitos das mobilizações sobre países não árabes da região. Atenção especial foi dada à Turquia, ao Irã e a Israel no que concerne à importância desses três atores para as revoltas e suas perspectivas. A professora Juliana Viggiano, também da FGV, abordou o tema a partir da política de exportação da democracia dos Estados Unidos para o Oriente Médio e o Norte da África, considerando particularmente a ajuda financeira enviada aos Estados que abrigaram as convulsões. Finalmente, o debate foi aberto à plateia, que pôde realizar perguntas aos palestrantes.