CLPP faz balanço sobre o 1º Encontro Latino-Americano de Think Tanks

Institucional
15 Julho 2013

Na semana passada, entre os dias 10 e 12 de julho, a Fundação Getulio Vargas recebeu, em parceria com a Universidade da Pensilvânia (TTCSP), o 1º Encontro Latino-Americano de Think Tanks. Os participantes ? representantes de diversas instituições da região e de outros continentes ? discutiram formas de contribuição e inovação para o processo de transformação socioeconômica dos países da América Latina.  Entre os conferencistas estavam o presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal, o diretor internacional, Bianor Cavalcanti, o diretor-executivo do Centro Latino-Americano de Políticas Públicas (CLPP), Marlos Lima, a coordenadora do Centro de Relações Internacionais - CPDOC, Elena Lazarou, e o diretor do programa de think tanks da Universidade da Pensilvânia, James McGann. Confira abaixo os esclarecimentos e o balanço do professor Marlos Lima sobre o encontro.  Qual é o papel do think tank para o desenvolvimento socioeconômico de um país? O objetivo de um think tank é, basicamente, melhorar a qualidade das decisões da sociedade, especialmente as de políticas públicas. E ele faz isso com base em conhecimentos teóricos e técnicos aplicados aos desafios da população. Nesse sentido, o think tank procura ?iluminar? o caminho da sociedade em direção ao melhor equilíbrio socioeconômico do país. Qual é a posição da FGV como think tank frente às demais instituições latino-americanas? A posição da Fundação é de cooperação. A FGV entende que, para o Brasil, a participação no debate de políticas públicas em nível regional é importante. Como temos a missão de contribuir para o desenvolvimento nacional, isso passa necessariamente pelo maior conhecimento e integração junto aos demais países da América Latina.  De que forma os think thanks podem contribuir entre si? Há duas formas básicas. A primeira é compartilhando processos de geração e de transmissão de conhecimento, o que, sem dúvida, facilita a segunda etapa ? que é a integração do conhecimento em si. Isso tem uma importância fundamental para nossa região ao abrir um canal supragovernamental de debate dos nossos desafios e necessidades.  Houve algum ponto predominantemente discutido no evento? Alguma questão latente em comum a todos os países? Sim. Todos os países mostraram algumas preocupações comuns. A primeira é estabelecer estratégias de maior incidência sobre as políticas públicas, considerando todas as restrições que existem, como dificuldades de financiamento, grau de politização, concorrência com os demais atores da sociedade e a necessidade de balancear o rigor acadêmico e o alcance público da mensagem.  Durante o evento foi definido que o próximo encontro será em Lima, no Peru. Quais serão os passos seguintes? O evento foi criado neste ano, a partir de uma iniciativa da FGV em parceria com a Universidade da Pensilvânia. O horizonte é promissor e a tendência é que no próximo ano sejam discutidos dois grandes temas: melhores práticas de inovações em políticas públicas e como os think tanks podem aumentar sua incidência nas decisões da sociedade. É um desafio e tanto.  Acesse aqui o site do evento para mais informações e fotos (apenas em espanhol).

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