Confiança do Comércio de outubro de 2019 apresenta resultado positivo depois de queda em setembro

A melhora do índice foi influenciada pelo resultado favorável do Índice de Situação Atual, que subiu 3,0 pontos, ao passar de 92,1 para 95,1 pontos. Já o Índice de Expectativas recuou 0,6 ponto, saindo de 102,5 para 101,9 pontos
Economia
29 Outubro 2019
Confiança do Comércio de outubro de 2019 apresenta resultado positivo depois de queda em setembro

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,2 ponto em outubro de 2019, ao passar de 97,2 para 98,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,0 ponto, terceira alta consecutiva.

“Depois de registrar queda em setembro, a confiança do comércio volta a apresentar resultado positivo. A melhora foi influenciada pela evolução positiva dos indicadores de situação atual, possivelmente impulsionados pela liberação de recursos do FGTS, e pela acomodação das expectativas. Para o final do ano, a expectativa é de manutenção desse cenário positivo de recuperação gradual, com novas rodadas de liberações de recursos e com as recentes melhoras do mercado de trabalho”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.

Em setembro, a confiança subiu em 7 dos 13 segmentos. A melhora do índice foi influenciada pelo resultado favorável do Índice de Situação Atual (ISA-COM), que subiu 3,0 pontos, ao passar de 92,1 para 95,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,6 ponto, saindo de 102,5 para 101,9 pontos. Apesar da queda, esse é o quarto mês consecutivo em que as expectativas se mantém acima do nível considerado neutro.

Nos últimos meses, os resultados mostram uma tendência de recuperação na confiança do comércio, como pode ser observado na série em médias móveis trimestrais. Nos últimos três meses, o ISA-COM subiu 6,4 pontos, recuperando parte das perdas sofridas entre fevereiro e julho quando havia perdido 7,5 pontos. A alta recente foi mais influenciada pelos segmentos de semiduráveis e não duráveis. Vale ressaltar que os principais segmentos que se mostraram otimistas com a liberação de recursos do FGTS1 fazem parte do grupo de semiduráveis e não duráveis (exceto móveis e eletrodomésticos que são do grupo de duráveis).

O estudo completo está disponível no site.