Confiança do Comércio permanece estável em abril

O número se mantém como o menor valor desde outubro de 2018 (94,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 2,3 pontos, segunda queda seguida.
Economia
30 Abril 2019
Confiança do Comércio permanece estável em abril

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) ficou estável em abril, em 96,8 pontos. O número se mantém como o menor valor desde outubro de 2018 (94,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador recuou 2,3 pontos, segunda queda seguida.

“Apesar da estabilidade da confiança em abril, o resultado da Sondagem do Comércio sugere que os empresários do Comércio continuam revendo suas expectativas para o ano. A queda adicional do Índice de Expectativas para um nível próximo aos 100 pontos indica que o setor trocou a postura otimista do início do ano por uma mais cautelosa em relação aos próximos meses. Como mostra a alta do Índice de Situação Atual no mês, o cenário ainda é de recuperação, mas esta tende a ser gradual, sob influência dos altos níveis de incerteza e da baixa confiança do consumidor”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Em abril, a confiança caiu em 9 dos 13 segmentos. A estabilidade do índice ocorreu devido a melhor da percepção dos empresários com relação ao momento presente e pela piora das expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 3,3 pontos, para 92,3 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM), recuou 3,2 pontos, ao passar de 104,6 pontos para 101,4 pontos, menor valor desde outubro de 2018 (97,6 pontos).

A segunda queda do ICOM em médias móveis trimestrais teve influência tanto dos segmentos ligados a revenda de bens duráveis quanto de não duráveis. A dinâmica dos dois grupos de segmentos é muito parecida ao longo dos últimos meses, ambos evoluíram até o início de 2018 e voltaram a ceder entre o 2º trimestre do ano passado e o final do período eleitoral. A diferença entre eles começa ao final das eleições, onde, apesar da evolução de ambos, os segmentos de não duráveis evoluíram com uma intensidade muito maior. Ao início de 2019, ambos indicadores recuaram, mas encontram-se com patamares muito mais próximos (próximo a 5,0 pontos de diferença nos últimos 2 meses), o que não acontecia desde maio de 2017.

A edição de abril de 2019 coletou informações de 853 empresas entre os dias 1 e 24 deste mês.

O estudo completo está disponível no site.