Confiança da Construção permanece estável em janeiro

“A sondagem de janeiro traz indicadores que devem se traduzir em números positivos para o setor ao longo de 2019”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
Economia
29 Janeiro 2019
Confiança da Construção permanece estável em janeiro

O Índice de Confiança da Construção (ICST) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) ficou estável em janeiro, permanecendo em 85,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICST avançou 1,2 ponto, chegando a quinta alta consecutiva.

“As expectativas empresariais retornaram ao patamar de janeiro do ano passado, indicando uma posição cautelosa dos empresários em relação à evolução da demanda nos próximos meses. No entanto, a carteira de contratos das empresas melhorou bastante ao longo de 2018 e começa o ano em alta, o que explica a percepção mais favorável referente ao ambiente corrente de negócios. Enfim, a sondagem de janeiro traz indicadores que devem se traduzir em números positivos para o setor ao longo de 2019”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

A estabilidade do ICST foi influenciada exclusivamente pela melhora da situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,4 ponto em janeiro, para 75,1 pontos, o maior nível desde abril de 2015 (75,5 pontos). O resultado positivo do índice veio da contribuição do indicador que mede a situação atual da carteira de contratos, que subiu 1,3 ponto, para 73,4 pontos, o maior nível desde junho de 2015 (73,9).

O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 0,6 ponto, para 95,9 pontos. A queda das expectativas foi influenciada pelo indicador que mede a demanda prevista para próximos três meses, que caiu 3,8 pontos, atingindo 93,4 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor variou 0,1 ponto percentual, para 66,7%. O NUCI para Mão de Obra ficou estável e NUCI para Máquinas e Equipamentos teve aumento de 0,2 ponto percentual.

Em janeiro, os componentes da confiança do segmento de Edificações evoluíram em direções opostas, o que levou a um recuo de 6,3 pontos da diferença entre o IE e ISA. A diferença atual (12,8 pontos) representa o menor nível desde novembro de 2016 (12,4), resultado da melhora na percepção dos empresários do mercado imobiliário em relação ao momento atual. “Existe grande expectativa em relação à retomada do mercado imobiliário, que em 2018 registrou crescimento nos lançamentos e vendas. O segmento foi o que teve maior alta em sua carteira de contratos em janeiro, o que reforça a percepção positiva em relação à atividade. Mas nada que possa ser comparado ao boom do período 2007 a 2012, como mostra o recuo das expectativas”, comentou Ana Maria Castelo.

O estudo completo está disponível no site.