Confiança do Consumidor e da Indústria no Brasil são as mais baixas entre os países analisados

De acordo com os dados, em abril, o ICC e o ICI da Fundação Getulio Vargas no Brasil, registraram perdas recordes de 39,3 pontos e 22,0 pontos, respectivamente, atingindo valores mínimos históricos
Economia
26 Junho 2020
Confiança do Consumidor e da Indústria no Brasil são as mais baixas entre os países analisados

Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) mostra que o Brasil atingiu o patamar mais baixo entre os países analisados, tanto no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) quanto no Índice de Confiança da Indústria (ICI). Na confiança do Consumidor, a queda foi mais intensa do que em países gravemente afetados pela pandemia de Convid-19, como Itália, Espanha e China.

De acordo com os dados, em abril, o ICC e o ICI da Fundação Getulio Vargas no Brasil, registraram perdas recordes de 39,3 pontos e 22,0 pontos, respectivamente, atingindo valores mínimos históricos. Já os resultados de maio e a prévia de junho sinalizam o movimento na tendência de recuperação pela redução do pessimismo. O estudo mostra também que no âmbito do consumidor, a queda da confiança no Brasil foi bem mais intensa, tanto na comparação com os desenvolvidos quanto com os emergentes e com uma recuperação lenta até o momento.

Os resultados da indústria Brasileira mostram que o país é o que apresenta maior dificuldade na recuperação até maio, recuperando apenas 8% das perdas ocorridas desde o início da pandemia. A Espanha recuperou apenas 4%, enquanto Portugal e Coreia do Sul ainda registram valores mínimos em maio, porém nenhum deles teve queda tão expressiva quanto o Brasil. Por outro lado, a China que perdeu mais de 40 pontos de confiança nesse período, hoje já se encontra em patamar superior ao período pré-crise. O cenário no curto prazo ainda é difícil para o país, considerando a elevada e resiliente incerteza, que também é recorde entre os países, e também considerando que a situação anterior à pandemia era de uma recuperação lenta e gradual.