Confiança do Consumidor recua em fevereiro de 2020

O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 2,2 pontos, para 80,9 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (81,6 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo, variando -5,7 pontos de janeiro para fevereiro, retornando ao mesmo patamar de julho de 2018 (93,2 pontos)
Economia
21 Fevereiro 2020
Confiança do Consumidor recua em fevereiro de 2020

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) recuou 2,6 pontos em fevereiro, para 87,8 pontos, o menor valor desde maio de 2019. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu 0,6 ponto.

“A perda de confiança pelo segundo mês consecutivo decorre de piora nas expectativas para os próximos meses. Apesar da reversão da piora na percepção sobre a situação no momento ocorrida no mês passado, há ainda um longo caminho de recuperação. As perspectivas menos favoráveis sobre a situação financeira familiar dos consumidores de renda mais baixa estão relacionadas ao mercado de trabalho, e para os consumidores com renda mais alta, ao aumento de incerteza econômica, e à alta do câmbio, levando-os a postergar consumo”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

Em fevereiro, as avaliações sobre o presente melhoraram enquanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA) aumentou 2,2 pontos, para 80,9 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (81,6 pontos), enquanto o Índice de Expectativas (IE) caiu pelo segundo mês consecutivo, variando -5,7 pontos de janeiro para fevereiro, retornando ao mesmo patamar de julho de 2018 (93,2 pontos).

Entre os quesitos que integram o ICC, o indicador que mede a intenção de compras de bens duráveis nos próximos meses, pelo segundo mês consecutivo, foi o que mais influenciou na queda da confiança ao cair 12,0 pontos, para 64,3 pontos, o menor nível desde dezembro de 2016 (63,4 pontos), acumulando perda de 17,4 pontos nos últimos dois meses.

O resultado parece estar sendo influenciado por uma revisão das expectativas em relação a economia nos próximos meses e um menor otimismo com relação a situação financeira das famílias e do emprego. O indicador que mede as perspectivas sobre as finanças familiares piorou pelo segundo mês consecutivo, com queda de 1,7 ponto para 99,2 pontos, retornando para nível abaixo do neutro. O indicador que mede as expectativas sobre economia nos próximos meses recuou 2,6 pontos, após três meses de alta, mas ainda se mantem em patamar superior aos 100 pontos.

Houve perda de confiança para consumidores de todas as classes de renda, principalmente para aqueles com renda familiar mensal acima de R$ 9,6 mil, cujo índice de confiança recuou 3,0 pontos. Com exceção das famílias de menor poder aquisitivo (até R$ 2,1 mil), a queda do ICC foi influenciada pela redução no ímpeto de compra de bens duráveis.

O estudo completo está disponível no site.