Confiança Empresarial atinge maior nível desde dezembro de 2013

A alta do ICE foi motivada pela melhora tanto das avaliações sobre o momento atual quanto das expectativas para os próximos meses.
Economia
02 Julho 2021
Confiança Empresarial atinge maior nível desde dezembro de 2013

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE subiu 4,3 pontos em junho, para 98,8 pontos, o maior nível desde dezembro de 2013. Após a terceira alta consecutiva, a média do segundo trimestre de 2021 superou a do trimestre anterior, em 7,2 pontos. 

"A alta da confiança empresarial reflete a continuidade da fase de retomada da economia, sob o comando da indústria, que registra desde outubro de 2020 os maiores níveis médios de confiança desde 2011. Outro destaque das sondagens empresariais do FGV IBRE em junho é o setor de Serviços. Após a terceira alta expressiva seguida, a confiança do setor alcança o maior nível desde o início da pandemia. Ressalve-se que a recuperação deste setor continua ocorrendo de forma heterogênea, com os segmentos de serviços prestados às famílias avançando mais lentamente e sob influência ainda preponderante das expectativas. A aceleração do programa de vacinação é essencial para a normalização do nível de atividade deste segmento ao longo do segundo semestre", avalia Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas do FGV IBRE. 

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

A alta do ICE foi motivada pela melhora tanto das avaliações sobre o momento atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) subiu 4,3 pontos, para 98,1 pontos. O Índice de Expectativas (IE-E) subiu 4,4 pontos, para 100,9 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2020.

Todos os setores que integram o ICE registraram alta no mês. E em todos os casos, a alta foi motivada tanto pela melhora das avaliações sobre o estado atual dos negócios, quanto das expectativas de curto prazo, com exceção do Comércio neste último caso. A Indústria e o setor de Serviços contribuíram com mais de 80% para a variação da confiança no mês. 

Difusão da Confiança

A confiança empresarial subiu em 82% dos 49 segmentos integrantes do ICE em junho. Entre os grandes setores, apenas no Comércio houve redução da disseminação de alta entre os segmentos.

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