Confiança da Indústria avança e atinge o maior nível desde agosto de 2018

A confiança subiu em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,0 ponto, para 97,0 pontos, na terceira alta consecutiva. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 4,3 pontos, atingindo 99,5 pontos, o maior nível desde agosto de 2017 (100,6 pontos).
Economia
30 Janeiro 2019
Confiança da Indústria avança e atinge o maior nível desde agosto de 2018

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) subiu 2,6 pontos em janeiro de 2019, para 98,2 pontos, o maior nível desde agosto de 2018.

“Em janeiro de 2019, a percepção sobre a situação atual dos negócios continuou evoluindo lentamente, sob influência de um ritmo fraco de atividade, como comprova a queda do Nível de Utilização da Capacidade no mês. Mas o setor industrial dá sinais de esperar uma retomada nos próximos meses, após a expressiva desaceleração do segundo semestre do ano passado. As expectativas avançaram bem em janeiro, com melhores previsões para a produção e o emprego no horizonte de três meses e otimismo com relação à evolução do ambiente de negócios no horizonte de seis meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE.

A confiança subiu em 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,0 ponto, para 97,0 pontos, na terceira alta consecutiva. Já o Índice de Expectativas (IE) avançou 4,3 pontos, atingindo 99,5 pontos, o maior nível desde agosto de 2017 (100,6 pontos).

O indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda atual subiu 1,6 ponto, para 96,3 pontos, exercendo a maior influência para o avanço do ISA em janeiro. A parcela das empresas que o avaliam como forte subiu de 11,4% para 14,2% no mês, enquanto a proporção das que o avaliam como fraco caiu de 18,1% para 17,7% do total.

O indicador que mede o ímpeto de contratações do setor nos três meses seguintes exerceu a maior influência para a alta do IE no mês, revertendo a tendência negativa dos meses anteriores. O indicador avançou 6,3 pontos, para 97,1 pontos, o maior nível desde junho de 2017 (101,2 pontos). A parcela de empresas que preveem aumento do total de pessoal ocupado subiu de 12,9% para 19,8% entre dezembro e janeiro, enquanto a das que projetam diminuição recuou de 17,3% para 15,2% do total. O Indicador de Produção nos três meses seguintes avançou de forma mais modesta, assim como o de Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes, embora este último tenha alcançado o maior nível desde abril de 2013 (106,7 e 108,0 pontos, respectivamente).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,5 ponto percentual (p.p.) em janeiro, para 74,3%, o menor nível desde setembro de 2017 (74,0%).

O estudo completo está disponível no site.