Confiança da Indústria: pessimismo do empresariado faz expectativas piorarem em maio de 2019

Em abril, a confiança caiu em 10 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual (ISA) permaneceu estável em 98,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,5 ponto, para 95,9.
Economia
29 Maio 2019
Confiança da Indústria: pessimismo do empresariado faz expectativas piorarem em maio de 2019

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) recuou 0,7 ponto em maio de 2019, para 97,2 pontos.

“As expectativas da indústria continuaram piorando em maio e retratam agora um empresariado ligeiramente pessimista em relação aos próximos meses. Quanto ao desempenho do setor no mês, há sinais dúbios. Após meses andando de lado, o nível de utilização da capacidade voltou a subir, mas houve, em paralelo, acúmulo de estoques indesejados”, comenta Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

Em maio, a confiança caiu em 10 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual (ISA) permaneceu estável em 98,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,5 ponto, para 95,9 pontos.

O indicador que mede a perspectiva de contratações do setor nos três meses seguintes recuou 3,6 pontos, exercendo a principal influência para o resultado negativo do IE no mês. A parcela de empresas que preveem aumento do total de pessoal ocupado caiu de 17,6% para 13,9% entre abril e maio, enquanto a das que projetam diminuição aumentou de 16,8% para 17,1%. Em menor proporção, o indicador que mede otimismo dos empresários em relação à evolução do ambiente de negócios nos seis meses também recuou, passando de 100,0 pontos em abril para 98,4 em maio, indicando leve pessimismo.

Com relação à situação atual, houve queda de 2,9 pontos do indicador do nível de estoques (101,7 para 98,8). As outras duas variáveis caminharam no sentido contrário levando à estabilidade do ISA no mês.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu 0,8 p.p. entre abril e maio, retornando para 75,3%, o mesmo patamar de novembro de 2018.

O estudo completo está disponível no site.