Confiança de Serviços recua depois de quatro meses de alta

A queda do ICS, que impactou 10 das 13 principais atividades pesquisadas, foi influenciada exclusivamente pelo Índice de Expectativas (IE-S), que diminuiu 4,5 pontos, para 102,6 pontos.
Economia
28 Fevereiro 2019
Confiança de Serviços recua depois de quatro meses de alta

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) caiu 1,7 ponto em fevereiro, para 96,5 pontos, após quatro meses de alta. Em médias móveis trimestrais, o índice variou 0,9, e manteve-se em alta pelo sétimo mês consecutivo.

“A queda do índice de confiança em fevereiro parece estar associada a uma calibragem das expectativas, que desde a definição do processo eleitoral avançaram mais de 15 pontos. Apesar da queda no mês, o Índice de Expectativas ainda se mantém acima dos 100 pontos enquanto a percepção das empresas sobre a situação atual prossegue mostrando uma reação discreta, mas contínua. Nesse contexto, o cenário é de continuidade de uma recuperação ainda tímida da atividade nesse primeiro trimestre de 2019. ”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

A queda do ICS, que impactou 10 das 13 principais atividades pesquisadas, foi influenciada exclusivamente pelo Índice de Expectativas (IE-S), que diminuiu 4,5 pontos, para 102,6 pontos. Os dois quesitos que compõem o IE-S contribuíram negativamente para o resultado: o indicador da tendência dos negócios para os próximos seis meses caiu 5,2 pontos e o de demanda prevista recuou 3,8 pontos.

O Índice da Situação Atual (ISA-S) avançou 1,3 ponto em fevereiro, para 90,6 pontos, o maior nível desde agosto de 2014 (91,0 pontos). A alta do ISA-S foi impulsionada tanto pelo indicador volume de demanda atual como pelo indicador situação atual dos negócios, que subiram 1,5 e 1,1 ponto respectivamente.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços recuou 0,6 ponto percentual, para 81,5%.

Em fevereiro, o ISA-S manteve sua trajetória de alta pelo quarto mês consecutivo, e entrou na região em que as avaliações dos empresários do setor são de pessimismo moderado (faixa entre 90 e 100 pontos). Por outro lado, o Índice Desconforto vem recuando nos últimos meses, chegando a 53,9 pontos em fevereiro, o menor nível histórico desde dezembro de 2014 (51,2 pontos), sugerindo que na avaliação das empresas do setor há uma contínua redução de pressões negativas sobre o ambiente de negócios. O gráfico abaixo mostra a evolução dos índices em médias móveis trimestrais.

O estudo completo está disponível no site.