Confiança de Serviços tem terceira queda consecutiva

“Ao contrário do que aconteceu nos últimos meses, a queda em abril foi influenciada por uma piora da percepção com o momento presente, enquanto o indicador de expectativas ficou relativamente estável”, analisa Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.
Economia
02 Maio 2019
Confiança de Serviços tem terceira queda consecutiva

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) caiu 0,9 ponto em abril, para 92,1 pontos, na terceira queda consecutiva no ano. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,0 pontos.

“A nova queda da confiança de serviços mostra que o setor ainda vem encontrando dificuldades no início do segundo trimestre. Ao contrário do que aconteceu nos últimos meses, a queda em abril foi influenciada por uma piora da percepção com o momento presente, enquanto o indicador de expectativas ficou relativamente estável. Nesse contexto, o resultado ainda não sugere uma reversão da tendência de recuperação do setor, mas o ritmo lento de atividade ainda deve persistir”, analisa Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Com a queda do ICS em abril, o índice no ano registra perda acumulada de 2,5 pontos. Esse resultado é influenciado pela piora das avaliações sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual (ISA-S) recuou 2,1 pontos atingindo 87,2 pontos, menor nível desde outubro de 2018 (86,6 pontos). Os dois quesitos que compõem o ISA-S contribuíram negativamente no mês de abril. O indicador de volume de demanda atual diminuiu 2,6 pontos, para 86,6 pontos, e indicador situação atual dos negócios caiu 1,5 ponto, para 87,9 pontos. Ambos retornam a níveis menores desde outubro de 2018.

No caso do IE-S, houve relativa estabilidade considerando a variação de 0,2 ponto no mês, que passou para 97,1 pontos. O indicador de demanda prevista nos próximos três meses foi o que contribuiu para o resultado positivo do IE-S, ao avançar 0,8 ponto, para 95,7 pontos. Já o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses diminuiu 0,3 ponto, para 98,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços recuou 1,3 ponto percentual para 81,7% devolvendo grande parte da a alta do mês anterior (1,5).

Pelo terceiro mês consecutivo, o indicador que mede o Emprego Previsto recuou 1,3 ponto, para 104,9 pontos, acumulando perda de 5,1 pontos. Diante da frustação quanto ao rumo da economia, os empresários vêm calibrando as suas expectativas e reduzindo a intenção de contração nos próximos meses. Em abril, a parcela de empresas com intenção de aumentar o total o pessoal ocupado nos três meses seguintes ficou em 17,5%, o menor percentual desde novembro de 2018 (17,4%).

O estudo completo está disponível no site.