Contribuição das commodities nas exportações brasileiras aumenta

Chama atenção, a queda da participação das manufaturas nas exportações, que alcançou o seu menor percentual (35%), na série histórica do acumulado do ano até setembro, desde 1980. A contrapartida é a crescente participação das commodities onde as três principais (soja em grão, minério de ferro e petróleo) explicam 31% do total exportado.
Economia
16 Outubro 2018
Contribuição das commodities nas exportações brasileiras aumenta

Após o valor da exportação ter aumentado 16% e o das importações, 35%, na comparação mensal entre agosto de 2017 e 2018, o ritmo de crescimento desacelerou para 2,1% (exportações) e 4,7% (importações), entre os meses de setembro de 2017 e 2018. Isso ocorreu num cenário em que a desvalorização em termos reais da taxa efetiva de câmbio foi de 16% (setembro 2017/18), o que impulsionaria as exportações. As incertezas associadas a um cenário de instabilidade cambial tendem a comportamentos de postergação de decisões por parte dos operadores de comércio exterior. Em adição, os resultados de agosto foram influenciados por compras e vendas de plataformas de petróleo. Em relação ao fechamento da balança comercial em 2018, no acumulado do ano até setembro, o superávit comercial foi de US$ 44,3 bilhões, inferior em US$ 9 bilhões ao de igual período em 2017, o que sinaliza um superávit na ordem de US$ 55 bilhões para 2018.

Chama atenção, a queda da participação das manufaturas nas exportações, que alcançou o seu menor percentual (35%), na série histórica do acumulado do ano até setembro, desde 1980. A contrapartida é a crescente participação das commodities onde as três principais (soja em grão, minério de ferro e petróleo) explicam 31% do total exportado. Além disso, dois produtos — a soja em grão e petróleo — contribuíram em 60% para o aumento das exportações entre os períodos de janeiro a setembro de 2017 e 2018.

A concentração nas commodities leva a que a China aumente sua participação nas exportações brasileiras que chegou a 26,3%, no acumulado do ano até setembro, seguida dos Estados Unidos 11,4% e Argentina, 6,8%. Nesse cenário de guerra comercial entre os dois principais mercados de destino das exportações brasileiras, é necessária cautela por parte dos formuladores da política comercial do Brasil para que se mantenham preservados os dois mercados.

O estudo completo está disponível no site.

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