Credit Default Swaps: pesquisa aponta que seguro para falência ajuda empresas a aumentar lucros

Estudo analisou o impacto deste seguro para o crescimento das organizações observando mais de 8 mil empresas ao longo de 18 anos.
Economia
18 Junho 2024
Credit Default Swaps: pesquisa aponta que seguro para falência ajuda empresas a aumentar lucros

Polêmico para alguns e amplamente defendido por outros, o Credit Default Swap (CDS) foi apontado pelo ex-presidente do Banco Central dos EUA, Alan Greenspan, como a inovação mais importante das últimas décadas para o mercado financeiro. Caracterizado como um tipo de seguro que oferece proteção em caso de falência ou insolvência para empresas e governos, o CDS é tema de um novo estudo da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE) que analisou o impacto deste seguro para o crescimento das organizações.

A pesquisa analisou 8400 empresas da bolsa de valores estadunidense, entre o período de 2000 a 2018, com observações realizadas a cada trimestre. A principal observação era acerca da ciclicidade, ou seja, tomando como base de parâmetro o crescimento do PIB do país, os pesquisadores analisaram se as empresas cobertas pelo CDS apresentaram crescimento diferente em seus ativos comparado às outras empresas.

Por meio do método econométrico, foi identificado que as empresas que são cobertas pelo CDS apresentaram crescimento 40% menor em comparação as outras. Apesar deste indicador, o pesquisador que coordenou o estudo, Lars Norden, é categórico ao afirmar que o Credit Default Swaps é sim benéfico.

Menos é mais

“Este estudo mostra que o efeito principal do CDS é positivo, pois ainda que as empresas cobertas pelo seguro tenham apresentado um crescimento menor, este crescimento ocorreu de forma mais saudável e estável”, explicou o pesquisador.

O estudo também aponta que o “crescimento menor” das empresas cobertas pelo CDS tem efeitos positivos sobre o lucro e o valor empresarial no mercado, isso ocorre porque as empresas cobertas pelo CDS, pelo simples fato de cogitarem riscos de falência, acabam por eliminar projetos de alto risco ou que não trazem lucros, mantendo apenas os projetos mais seguros e rentáveis.

De acordo com o pesquisador, esta dinâmica configura um crescimento mais saudável e estável, que ajuda as empresas a investirem em projetos que vão proporcionar lucros. “Nossos resultados foram encontrados por meio de inferências causais, oriundas do método econométrico que foi utilizado”, detalhou.

É neste sentido que o pesquisador ressalta a importância desta pesquisa em avaliar o efeito do CDS para o crescimento e a ciclicidade das empresas. “O estudo tem o potencial de impactar não apenas empresas, finanças corporativas e o setor de gestão financeira como um todo, mas também auxiliar a regulação do próprio mercado financeiro e as instituições internacionais que regulam este mercado”.

Para saber mais, confira o artigo na íntegra.

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