Criação de Agência Nacional de Dados Espaciais é tema de debate em Brasília
Políticas Públicas
10 Maio 2018

Criação de Agência Nacional de Dados Espaciais é tema de debate em Brasília

A contribuição do professor da FGV foi amparada em estudos realizados em diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) focados nos benefícios que a ampla disseminação de uma cultura de uso de geoinformação para a tomada de decisão pode ter para o mercado, a gestão e a pesquisa em geral.

O professor do Departamento de Informática e Métodos Quantitativos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP), Eduardo Francisco, participou do seminário "Regulação do Georreferenciamento no Brasil - Desafios da Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE)", com o objetivo de debater a criação de uma agência nacional de dados espaciais. O evento foi realizado no Senado Federal, em Brasília.

Francisco explica que o Brasil ainda não possui uma instituição com essa competência, o que dificulta o estabelecimento, revisão e gestão de políticas de caráter regional e de desenvolvimento ao país. "É necessário definir um marco regulatório moderno, claro e flexível para a correta gestão de dados espaciais".

No encontro, a contribuição do professor da FGV foi amparada em estudos realizados em diversos projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) focados nos benefícios que a ampla disseminação de uma cultura de uso de geoinformação para a tomada de decisão pode ter para o mercado, a gestão e a pesquisa em geral.

O professor focou a sua fala do ponto de vista de um público que não é consciente do imenso potencial de utilização do georreferenciamento. "Muitos acreditam que localizar sua casa no Google Earth é o máximo que se pode extrair desse mecanismo". No entanto, o professor aponta que as utilizações de informações extraídas pela tecnologia de informação podem ser inúmeras.

"As estatísticas sobre a utilização de informação produzida a internet são questionáveis, mas o mais importante é extrair quais as relações existentes entre esses meios. Em uma estimativa muito conservadora, de 70 a 80% dessas informações tem componentes geográficos. E é na essência dessa geografia que vamos integrar as informações" explicou.

O evento contou com a abertura do senador Wellington Fagundes e teve a participação de Daniela Maciel Pinto (analista da Embrapa Territorial), Emerson Granemann (presidente MundoGEO), George Porto Ferreira (coordenador-geral do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais do Ibama), Luís Orlando Rezende (gerente nacional do projeto Sinter e auditor da Receita Federal), Luiz Ugeda (presidente da Geodireito), Maurício Wanderley (diretor da Seinfra HidroFerrovias - TCU), Rafael Sanzio dos Anjos (professor do Centro de Cartografia Aplicada da UnB) e Thiago Lobão (sócio da SP Ventures).