Desigualdade deve cair mais, afirma Marcelo Neri à Conjuntura Econômica

A avaliação é do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, em entrevista exclusiva à Conjuntura Econômica deste mês.
Institucional
05 Fevereiro 2014

Para que o Brasil continue se desenvolvendo, é preciso que o país concilie aspectos sociais e econômicos. A avaliação é do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, Marcelo Neri, em entrevista exclusiva à Conjuntura Econômica deste mês. Neri ? que é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor da  FGV/EPGE - Escola Brasileira de Economia e Finanças ? defende que os economistas precisam ter uma visão integrada e mais ampliada dos dados que dispõem.?Temos visto uma grande dissociação entre dados econômicos, vamos dizer, das Contas Nacionais, e dados sociais, por exemplo, a Pnad. Mesmo conceitos equivalentes (renda do trabalho na Pnad e nas Contas Nacionais) têm um descolamento muito forte na média, no que os macroeconomistas olham. E, quando colocamos no topo disso a desigualdade, a diferença é maior?, alerta Neri, que também diz ser necessário que o país entenda a democracia digital.Ainda falando sobre evolução da desigualdade no Brasil, o ministro explica que pesquisas do governo sobre o tema (principalmente a Pnad) apontam para uma estabilidade entre 2011 e 2012, depois de dez anos de queda forte. E completa: ?Na verdade, o que nossos estudos já com dados de 2013 mostram é que a desigualdade passou um ano parada (2012) e depois voltou a cair (em 2013)?, diz. Neri ressalta ainda que, caso o cenário se mantenha e a tendência norte-americana de desigualdade continue aumentando, o Brasil pode alcançar os Estados Unidos.A íntegra da entrevista está na edição de fevereiro da Conjuntura Econômica.Clique aqui e conheça a revista.*na foto, o teleférico do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro 

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