DIREITO SP e EAESP debatem perspectivas para eleições deste ano

Segundo José Roberto Toledo, do jornal O Estado de São Paulo, existem dois fatores que determinam a vitória nas eleições presidenciais: a evolução das filiações aos partidos políticos e o tempo dos candidatos na TV.
Institucional
10 Março 2014

A Escola de Direito de São Paulo (FGV/DIREITO SP) e o curso de Administração Pública da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV/EAESP) organizaram no dia 27 de fevereiro o encontro ?Cenário Político e Eleições 2014?, com a participação de José Roberto Toledo, do jornal O Estado de São Paulo, e dos professores Marco Antônio Teixeira e Fernando Luiz Abrucio, da EAESP. A mediação ficou por conta da professora Luciana Gross Cunha, da DIREITO SP. Para Toledo, que também é responsável pelo Estadão Dados, plataforma de informações e estatísticas do jornal, existem dois fatores que determinam a vitória nas eleições presidenciais: a evolução das filiações aos partidos políticos e o tempo dos candidatos na TV. ?Os dados mostram que o PMDB é o partido que mais elege prefeitos no Brasil e tem um grande estoque de filiados, mas está em um processo decadente. Os dois únicos partidos que têm crescido no número de filiações são PT e PSB, mas o PT tem uma história mais antiga, o que explica porque a candidatura de Dilma é tão forte?, explica. Na opinião do professor Marco Antonio Teixeira, um cenário de dúvidas se esboça para essa eleição principalmente diante da falta de estabilidade da candidatura de Aécio Neves. ?As pesquisas de intenção de voto mostram que desde outubro de 2012 Aécio vem caindo na pesquisa de intenção de votos. Se naquele mês o candidato tinha 21% da preferência do eleitorado, em fevereiro passou a ter 17%. Esse desempenho dificulta um embate mais forte com a candidata da situação?, analisa. O professor destaca também que o tempo de TV também será fundamental. ?Dilma contará com mais de 50% do tempo destinado à campanha presidencial na TV, o que equivale a aproximadamente 13 minutos, enquanto Aécio contará com 4 minutos?. Por fim, Fernando Abrucio explicou porque 2014 é um ano diferente, descreveu as dificuldades dos candidatos em estruturar um discurso convincente, constatou uma ausência de eixo hegemônico de debate e falou a ?confusão? instaurada nas eleições estaduais, principalmente nos cinco estados mais representativos (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul).  Para ele, mesmo com a vitória de Dilma, as eleições de 2014 representarão o fim do ciclo ?lulista?, baseado no eixo da inclusão social. ?O eleitor gostou do tema, mas quer algo mais. A questão é que a oposição não conseguiu formular um discurso e nem se organizar para oferecer uma alternativa convincente ao eleitorado. Por conta disso, teremos um ano de 2015 muito incerto?, conclui Abrucio. Clique aqui para ver as fotos do encontro.* na foto, da esquerda para a direita: José Roberto Toledo, Luciana Gross e Fernando Luiz Abrucio.