EBAPE e jornal O DIA discutem aplicação de royalties do pré-sal

A aplicação dos recursos vindos da exploração do petróleo no pré-sal da região Norte do estado do Rio foi tema do  ?Seminário Finanças Públicas ? Royalties e Educação?, promovido pela FGV e o jornal O DIA. Conforme estimativas do governo federal, somente o pré-sal deve render, em 2014, R$ 3 bilhões para a Educação.
Institucional
09 Dezembro 2013

Evitar o risco de o Norte Fluminense desenvolver o que os economistas chamam de ?doença holandesa? com o uso incorreto dos royalties do pré-sal e discutir a aplicação dos recursos vindos da exploração do petróleo na região. Este e outros assuntos foram tema do ?Seminário Finanças Públicas ? Royalties e Educação?, promovido pela FGV e o jornal O DIA no fim do mês de novembro.O evento, organizado pelo professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV/EBAPE) Istvan Kasznar, contou com a presença de educadores e gestores públicos para discutir como a atividade petroleira  pode ser benéfica para a economia e o desenvolvimento da localidade. De acordo com Kasznar, o país e o estado do Rio terão grandes oportunidade em avançar na melhora da qualidade do ensino, buscando gradativamente o teto mínimo de 10% de investimento na Educação. ?Poderemos nos aproximar em eficiência em geração educacional acima dos 15% dos países desenvolvidos?, explicou.A diretora do Núcleo de Educação (Educorp) da EBAPE, professora Fátima Bayma, acredita que os recursos devem ser usados para qualificar o professor através da criação de uma escola direcionada a esse propósito. ?O professor precisa entender o conteúdo tecnológico e os processos pedagógicos para se impor diante do novo aluno, que chega à sala de aula mais próximo de novas tecnologias?, disse, defendendo ainda a implantação do turno integral.Conforme estimativas do governo federal, somente o pré-sal deve render, em 2014, R$ 3 bilhões para a Educação, com previsão de R$ 112 bilhões nos próximos dez anos.