Economia Criativa tem maior potencial no Rio, afirmam especialistas

Institucional
23 Setembro 2011

Em época de retração econômica, o ideal para implementar novas práticas e políticas é ter bons números para apresentar aos investidores. E, no Brasil, isso ainda não existe na seara da Economia Criativa de forma consolidada, fato que tende a deixar os investidores inseguros. No entanto, o Rio de Janeiro é a cidade com maior potencial para apresentar esses números. Esta foi uma das discussões dos painéis apresentados no I Seminário sobre Economia Criativa: novas perspectivas, realizado nos dias 20 e 21 de setembro no edifício-sede da FGV, na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro. A primeira mesa de debates serviu para a apresentação do evento e foi composta pelo editor da revista Conjuntura Econômica e superintendente de Comunicação e Divulgação do IBRE, Claudio Conceição; pelo secretário de estado da Fazenda, Renato Vilella; e o diretor executivo da Agência Rio Negócios, Marcelo Haddad. Claudio Conceição abriu os debates, oferecendo informações aos convidados a respeito da Economia Criativa no Brasil. Segundo ele, alguns estados se destacam, mas infelizmente não se tem ainda mecanismos seguros de aferição da participação deste tipo de economia no PIB brasileiro, diferentemente de alguns países do exterior. Sem estes instrumentos de medição, fica difícil estabelecer medidas públicas para a este setor, disse. Em sua apresentação, o secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Renato Vilella, mostrou os projetos e as dificuldades do governo para estabelecer políticas públicas referentes à Economia Criativa. Segundo ele, o setor é uma preocupação constante desde o início do governo Sérgio Cabral. Vilella acrescentou que, no Brasil, o Rio tem vantagens comparativas e competitivas em comparação com São Paulo na disputa pelo título de capital cultural do país. Feliz do país que tem duas capitais culturais, disse. Segundo ele, o governo do estado, de modo geral, tem priorizado de forma não sistemática duas vertentes da Economia Criativa: as áreas de pesquisa e de cultura. No entanto, a definição de políticas públicas requer conhecimento sobre a área, o que ainda falta ao estado. O Rio padece do problema de que não tem muitas informações sistematizadas sobre o assunto, diz Vilella. Para o futuro, o secretário antecipa que o objetivo é apontar e acumular números para que seja possível a implementação de políticas públicas e, ainda, a apresentação de resultados para a população, discutindo soluções e alternativas. Marcelo Haddad, da Agência Rio Negócios, enfatizou a ligação da Economia Criativa ao empreendedorismo. Assim como Vilella, Haddad mostrou que o Rio tem vantagens sobre os outros estados do Brasil no que diz respeito ao setor. Para ele, logisticamente, o estado tem capacidade de expansão ? nos aeroportos e portos, por exemplo ?, pois a cidade carioca vai receber eventos de nível mundial, como a Copa (2014) e as Olimpíadas (2016). Por isso, é preciso definir certos setores no plano estratégico da prefeitura: energia, inovação, indústria criativa (onde se encaixa a Economia Criativa) e hotelaria e turismo (hospitalidade).