Editora FGV relança obra em comemoração aos 450 anos da cidade do Rio

A obra mantém o eixo principal da publicação original de 2000: evidenciar a dinâmica do campo político carioca e relacionar essa orientação com memórias vigentes da cultura política da cidade, valorizando essencialmente sua dimensão nacional.
Institucional
26 Março 2015

Em comemoração aos 450 anos da cidade, celebrados neste mês, o livro ?Rio de Janeiro: uma cidade na história? ganha nova edição. Organizada por Marieta de Moraes Ferreira, a obra mantém o eixo principal da publicação original de 2000: evidenciar a dinâmica do campo político carioca e relacionar essa orientação com memórias vigentes da cultura política da cidade, valorizando essencialmente sua dimensão nacional.Focado no período pós 1889, o livro destaca aspectos da história política do Rio de Janeiro sob novos ângulos de visão, preenchendo uma lacuna que existia nos estudos da história da cidade sobre a época. Capital do Brasil colônia, sede da Corte portuguesa, do governo imperial e capital da República a partir de 1889, durante muito tempo o Rio de Janeiro foi palco principal e caixa de ressonância de empreendimentos culturais, científicos e políticos do país. A análise do Rio, enquanto Distrito Federal e Guanabara até a fusão de ambos, e os aspectos mais gerais e diferenciados da realidade carioca e fluminense são os dois principais pontos que guiam os textos. O trabalho foi elaborado por professores renomados como Américo Freire, Camila Guimarães Dias, Carlos Eduardo B. Sarmento, João Trajano Sento-Sé, José Luciano Dias, Lucia Lippi, Mario Grynszpan e Marly Silva da Motta, além de artigos da coordenadora da obra, Marieta de Moraes Ferreira.Com a mudança da capital federal para Brasília, em 21 de abril de 1960, a cidade do Rio de Janeiro passou a constituir o Estado da Guanabara, uma cidade-estado, a única no Brasil. Esse evento marcante trouxe consequências significativas para a história carioca, uma vez que a cidade perdia o status de capital, mas ganhava finalmente a tão almejada autonomia política e o direito de escolher e eleger livremente seus governantes. Restava a seu primeiro governador eleito, Carlos Lacerda, e ao povo redefinir a identidade carioca, pois o Rio não era uma cidade como qualquer outra. O lugar do Rio deveria ser de capital cultural do país, preservando seu papel de vitrine da nação.Mais tarde, em 1975, ocorreu a fusão da cidade-estado da Guanabara com o antigo Estado do Rio, tendo a antiga Guanabara se tornado, em março de 1975, a capital do novo Estado do Rio de Janeiro. O percurso para soldar essa nova identidade evoluiu não sem conflitos e descaminhos, como mostram os depoimentos apresentados no livro. Após 40 anos, a cidade do Rio soube se reinventar, guardando suas tradições de capitalidade, sua característica fundamental de síntese da nacionalidade brasileira, e ocupando, ao mesmo tempo, seu espaço como centro regional. A leitura de ?Rio de Janeiro: uma cidade na história? ajuda a entender esse percurso e os desafios permanentes de definição do lugar do Rio no contexto do Brasil e de um mundo globalizado no século XXI.Para mais informações sobre a obra, acesse o site da Editora.