EPGE debate fascínio pelo futebol na série Temas Contemporâneos

A EPGE ? Escola Brasileira de Economia e Finanças realizou no dia 2 de abril o sexto encontro da série ?Temas Contemporâneos?, que traz para o ambiente acadêmico o debate de questões de grande relevância social na atualidade. Nesta terça-feira, a Escola recebeu o sociólogo Maurício Murad ? professor de Sociologia dos Esportes no programa de mestrado da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) e professor aposentado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Murad é também autor de diversas obras publicadas internacionalmente, entre elas o livro ?Para entender: A violência no futebol?, lançado em 2012. Durante a palestra, o autor explicou como se deu a introdução do futebol no Brasil e comentou as origens do preconceito naquele esporte, com suas múltiplas representações, desde os seus primórdios, ainda no final do século XIX, até os dias atuais: ?O racismo foi um dos traços mais presentes no início do futebol brasileiro. Um racismo acoplado a um elitismo social e cultural flagrantes, na concentração de rendas, de poder e de oportunidades?, revelou. Mauricio Murad analisou ainda as relações entre a violência e o futebol, no Brasil e no mundo. ?A beleza do jogo e a vibração do torcedor não podem ficar à mercê de grupos de vândalos. A barbárie não pode tomar conta da cena e o futebol como esporte, arte e espetáculo, não pode perder esse jogo decisivo, para a violência?, disse o palestrante, apresentando as experiências internacionais e domésticas de combate e controle dessas práticas. A série de debates ?Temas Contemporâneos? é aberta ao público e já contou com a participação de personalidades como o vice-diretor da EPGE, Aloisio Araujo, e o economista indiano Partha Dasgupta - um dos maiores especialistas mundiais em economia mundial. Também já marcaram presença o professor Tiago Berriel e o pesquisador do IBRE Regis Bonelli. O próximo encontro, sobre grupos indígenas na história do Rio de Janeiro, acontece no dia 14 de maio. O tema será apresentado pela pesquisadora Marina Machado.
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