Escola de Administração da FGV no Rio de Janeiro investe na diversificação de competências para Gestão Pública

A procura pela formação em Gestão Pública tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Seja pela farta oferta de vagas em concursos públicos ou para qualificar a profissão, o certo é que esta procura tem aguçado o interesse dos brasileiros pela carreira. Prova disso foi o grande número de candidatos para o Curso de Gestão Pública do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília. O curso foi o mais procurado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), passando a frente de carreiras muito concorridas, como Medicina. A EBAPE, como a primeira escola de administração do Brasil e da América Latina, contribuiu ao longo dos seus 60 anos de existência com cursos voltados para o setor. Atualmente, oferece o programa de Mestrado Profissional em Administração Pública e a Graduação em Administração, com ênfase também na área pública. A reportagem ?Burocratas, mas com diploma?, publicada pela Revista Exame no dia 21 de novembro de 2012, afirmou que o Brasil, pela primeira vez, passou a ter mais de 1.000 gestores públicos na ativa no governo Dilma. É um marco positivo para o país. De acordo com a revista, ainda que os gestores representem apenas 0,2% do total do funcionalismo público federal, esse milhar de servidores de elite ? são, mais precisamente, 1.045 pessoas ? é um sinal de que, ainda que com atraso, o Brasil segue a trilha já percorrida por países como França e Estados Unidos. Mas para ganhar aumento, eles precisam estudar. Para isso, as instituições de ensino têm preparado e oferecido cursos voltado para este público. Para o Chefe do Centro de Graduação da Escola, professor Henrique Guilherme Carlos Heidtmann Neto, as Escolas precisam se adequar a esta nova realidade. ?Na EBAPE, preparamos um profissional de Administração completo que possa atuar tanto no setor público quanto empresarial. O nosso propósito é formar um profissional com habilidades, competências e atitudes que possam ser úteis para tratar de assuntos, questões, temas, etc, que abranjam estas duas áreas?, explica. Confira a entrevista completa com o professor Henrique Heidtmann Neto: Como o senhor explica este aumento na procura pela carreira de gestor público e em cursos de graduação? O aumento pelo número de vagas em cursos de graduação do campo da área pública, conforme apontou o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) este ano, se dá em função do aumento de oportunidades que o mercado oferece aos profissionais com competências, habilidades e atitudes exigidas do Gestor Público para atuar em organizações que interagem constantemente com o Estado, a Sociedade e mundo privado. Ou seja, o mercado se ampliou para esse profissional.O que quero dizer é que além dos concursos públicos o Gestor Público tem a possibilidade de atuar também em bancos, organismos internacionais, empresas de consultoria, organizações da sociedade civil, organizações não-governamentais, fundações, institutos de fomento e pesquisa, dentro do próprio aparato estatal ou até mesmo seguir carreira acadêmica, tornando-se professor ou pesquisador, dentre outras coisas.Atualmente é possível conversar com alguém que tenha se formado no campo da área pública e que esteja atuando, por exemplo, em uma empresa de consultoria ou em uma empresa de mineração, pois tais organizações vêm demandando profissionais que entendam deste espaço público. Como as escolas estão se adequando a esta nova realidade? Não tenho como falar de outras Instituições de ensino superior. No curso de graduação da EBAPE, no Rio de Janeiro, entendemos que temos que formar nossos alunos em Administração para trabalhar em prol da missão de nossa Fundação e de nossa Escola que tem em sua essência a Educação em Administração para o desenvolvimento do Brasil. Este é o primeiro passo para se adequar a qualquer realidade.Além disso, nossa Escola realiza elevado nível de investimento em ensino, pesquisa e produção científica em Administração Pública e de Empresas, pois entendemos que precisamos preparar um profissional de Administração completo que possa atuar tanto no campo de pública quanto no campo de empresa. É muito comum alguns jornalistas me perguntarem como é possível formar um profissional assim. Na EBAPE, preparamos um profissional de Administração completo que possa atuar tanto no setor público quanto empresarial. O nosso propósito é formar um profissional com habilidades, competências e atitudes que possam ser úteis para tratar de assuntos, questões, temas, etc, que abranjam estas duas áreas. Posso exemplificar: sustentabilidade, ética, responsabilidade social, trabalho em equipe, potencial de comunicação escrita e oral, pensamento crítico e habilidades políticas são importantes para que o Administrador atue em qualquer campo. Quantos alunos se formam anualmente e quantos atuam no setor público? Atualmente no curso de Graduação formamos aproximadamente 70 alunos por ano com uma taxa de empregabilidade de aproximadamente 90%. Os outros 10% procuram seguir para mestrados profissionais em administração pública ou de empresas ou seguem para o mestrado acadêmico. Temos uma média de 30% atuando no setor público, mas 100% deles tratando de questões que envolvem o campo de pública. A EBAPE foi a primeira escola de administração pública do Brasil e da América Latina e tem contribuído muito, ao longo dos anos, para a formação qualificada deste profissional. Qual a importância da Escola para o desenvolvimento do setor público do país? Sinceramente é difícil medir isso, mas os 61 anos de História da EBAPE se misturam com a história da administração pública e de empresas no Brasil. Poderia citar inúmeros profissionais formados pela FGV, mas seria injusto fazer isso porque deixaria de fora muitos outros. Desde o DASP, na era de Getulio Vargas, até o Governo Dilma, nossa Fundação e nossa Escola vêm contribuindo formando administradores que atuaram e atuam nos campos da área pública e de empresas, entregando para a sociedade administradores que influenciam políticas importantes para o desenvolvimento do Brasil. Por fim, vale chamar atenção, que a FGV ?apareceu em primeiro lugar no ranking das instituições que mais influenciam políticas públicas e a sociedade na América Latina e Caribe.?
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