Estudo mostra o uso de ferramentais visuais como forma estratégica eficaz em reuniões corporativas

A pesquisa analisa o uso de ferramentas visuais como o PowerPoint e narrativas textuais, destacando formas eficazes de empregar imagens e texto na elaboração, comunicação e execução de estratégias.
Administração
20 Dezembro 2023
Estudo mostra o uso de ferramentais visuais como forma estratégica eficaz em reuniões corporativas

O PowerPoint e documentos de texto têm vantagens únicas na elaboração e comunicação de estratégias empresariais. Compreender e aproveitar as capacidades específicas de cada ferramenta é essencial para uma comunicação e execução estratégica eficazes, essa é a temática central do artigo publicado na revista GV-executivo da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV EAESP) por Sandro Magalhães Manteiga, autor do artigo, vice-presidente de Operações do Nubank, doutor em Administração de Empresas pela FGV EAESP.  

A pesquisa analisa o uso de ferramentas visuais como o PowerPoint e narrativas textuais, destacando formas eficazes de empregar imagens e texto na elaboração, comunicação e execução de estratégias. Além disso, explora a controvérsia em torno do PowerPoint e oferece orientações para melhorar a comunicação em reuniões estratégicas. 

A queda do powerpoint 

Diversos pesquisadores vêm estudando o uso do PowerPoint para tomadas de decisão estratégicas. Eles apresentam os seguintes pontos frágeis da ferramenta: 

  • Conflito de canal e sobrecarga cognitiva: os participantes de apresentações em PowerPoint utilizam audição e visão para compreender o que está sendo apresentado, contudo cientistas cognitivos comprovam que é impossível retermos toda a informação enquanto visualizamos imagens e texto em uma tela e ouvimos um apresentador ao mesmo tempo. 
     
  • Linearização de narrativas complexas: Por design, o PowerPoint induz à linearização de narrativas. Um slide sucede-se ao outro de forma mecânica, dificultando ao apresentador construir uma narrativa rica e complexa em nuanças e inventividade. Essa estrutura tende a dificultar a compreensão de contexto e a avaliação de relacionamentos complexos, que caracterizam discussões estratégicas.
     
  • Ordenação incompleta e incoerente: Em geral, quando uma narrativa complexa é condensada em PowerPoint, é o conteúdo que acaba comprimido e de certa forma fatiado para adequar-se ao formato da ferramenta de apresentação. Isso resulta em uma falsa sensação de ordem na informação, que em geral está incompleta e às vezes incoerente. 
     
  • Introdução de vieses inconscientes: O PowerPoint é um instrumento incompleto que depende da variabilidade das habilidades de apresentação e do carisma dos apresentadores. Ao mesmo tempo que essa característica pode ajudar um bom apresentador, acaba contribuindo para decisões equivocadas nos exemplos contrários, como no caso da catástrofe do ônibus espacial Columbia; 
     
  • Dinâmica confusa da apresentação: Costuma ser recorrente a realização de perguntas que acabam por interromper o fluxo planejado para a apresentação e que também podem conduzir a discussão por um caminho que se afasta dos temas relevantes. 

Perspectivas 

Da perspectiva de conteúdo, as narrativas destacam as principais conclusões logo no início do documento, para facilitar a avaliação do raciocínio e da argumentação que vêm a seguir, em três aspectos da estratégia: 

  • A formulação do desafio, ou seja, qual problema precisa ser resolvido; 
  • A abordagem, método ou política para a resolução desse problema; 
  • A escolha de um conjunto coerente de ações que alavanquem a efetividade dos recursos disponíveis. 

O envolvimento dos profissionais no desenvolvimento de narrativas pode ser mais flexível ou mais estruturado. Recomendações para escrever narrativas focadas são úteis, mas devem ser usadas com discernimento, direcionadas para escolhas estratégicas relevantes.  

Estudos mostram que a combinação de imagem e texto na estratégia é mais eficaz, especialmente com rituais frequentes de reforço, coordenados pela comunicação interna. A familiaridade com ferramentas digitais influencia a comunicação e colaboração, assim como a compreensão das dinâmicas em reuniões presenciais e virtuais, o que pode impulsionar a efetividade estratégica nas empresas. 

Para ler o artigo completo, acesse o site. 

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