Desenvolvimento econômico e social

Estudo propõe caminhos para ampliar interoperabilidade e intermodalidade ferroviária no Brasil 

Artigo de especialistas analisa entraves e apresenta recomendações para fortalecer o mercado doméstico ferroviário de cargas 

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Porto ferroviário Santos

Um novo estudo da série sobre o mercado doméstico ferroviário de cargas, conduzido por José Eduardo Castello Branco e Marcus Quintella, aprofunda a discussão sobre como ampliar a eficiência do setor a partir da interoperabilidade e da intermodalidade. O trabalho integra uma trilogia publicada pela FGV Transportes, dedicada a mapear desafios e propor soluções para o desenvolvimento do sistema ferroviário nacional. 

A pesquisa destaca que o direito de passagem e o tráfego mútuo ainda são pouco explorados no Brasil, representando apenas 8% do transporte de cargas. Questões como a pluralidade de bitolas, a ausência de operadores independentes e a ociosidade de 70% da malha ferroviária são barreiras centrais. Entre as propostas, os autores sugerem transformar a Ferrovia Norte-Sul em eixo estruturante da rede, criar um Centro de Pesquisa e Treinamento Ferroviário para qualificação profissional e revisitar tecnologias como o transporte piggyback. 

O estudo também recomenda políticas fiscais que incentivem a implantação de terminais intermodais e a adoção efetiva do Documento Eletrônico de Transporte (DT-e), além de inspiração em experiências internacionais, como os regimes de acesso ferroviário da Austrália e os modelos norte-americanos de integração. 

A trilogia será concluída com um terceiro artigo voltado ao planejamento de transportes e às perspectivas de longo prazo para o setor. 

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