Expectativa de Inflação dos Consumidores fica estável em setembro de 2019

Na análise por faixas de renda, a maior queda em setembro nas expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes ocorreu entre as famílias com renda familiar mensal entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil
Economia
24 Setembro 2019
Expectativa de Inflação dos Consumidores fica estável em setembro de 2019

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses ficou estável em setembro de 2019, em 5,1%, o menor nível desde agosto de 2007 (5,0%). Na média dos primeiros nove meses do ano, as expectativas ficaram em 5,2%, o menor nível para o mesmo período desde o início da série, em 2006.

“Além do comportamento benigno do IPCA nos últimos meses, a ausência de choques significativos durante as primeiras semanas de setembro contribuiu para a estabilidade da expectativa de inflação dos consumidores. Destacamos o nível da mediana dos consumidores com renda familiar mensal acima de R$ 9,6 mil, que agora se encontra em 4,0%, no patamar mínimo da série histórica e abaixo da meta oficial de inflação para este ano, de 4,25%”, afirma Renata de Mello Franco, economista do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

Analisando a frequência da inflação prevista por faixas de respostas, a parcela dos consumidores que projetam valores dentro dos limites superior e inferior da meta de inflação para 2019 (entre 2,75% e 5,75%) aumentou, de 57,8% em agosto para 60,1% em setembro, a maior dos últimos seis meses. Enquanto isso, a proporção de consumidores projetando valores acima da meta de inflação para 2019 diminuiu 3,0 pontos percentuais (p.p.), para 53,6%, a menor nos últimos seis meses.

Na análise por faixas de renda, a maior queda em setembro nas expectativas medianas para a inflação nos 12 meses seguintes ocorreu entre as famílias com renda familiar mensal entre R$ 4,8 mil e R$ 9,6 mil, cuja expectativa mediana diminuiu 0,2 p.p., para 4,7%, retornando ao mesmo nível registrado em fevereiro desse ano. Para os consumidores de renda entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil, houve alta no valor na mesma magnitude, para 5,8%, mantendo-se estável em médias móveis trimestrais (5,7%).

O estudo completo está disponível no site.