FGV debate confiança da população na Justiça em encontro nacional do CNJ

O professor de Direito Constitucional e diretor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas em São Paulo (DIREITO GV), Oscar Vilhena Vieira, foi um dos conferencistas convidados do VII Encontro Nacional do Poder Judiciário ? que aconteceu nos dias 18 e 19 de novembro, em Belém do Pará. Na ocasião, Vilhena falou sobre a confiança da população nas instituições da Justiça, baseado nos resultados do Índice de Confiança na Justiça produzido pela Escola. ?A justiça brasileira, embora tenha melhorado em seus padrões de eficiência, ainda carece de confiança por grande parte da população?, afirma o diretor. De acordo com a última divulgação do índice, no início deste mês, o Poder Judiciário conta com a confiança de 34% da população ? bem aquém das Forças Armadas, com 63%, Igreja Católica (47%), Ministério Público (44%), imprensa escrita (38%) e grandes empresas (38%). A confiança na Justiça, no entanto, é maior do que em relação ao Governo Federal (33%), à polícia (31%), às emissoras de TV (29%), ao Congresso Nacional (17%) e a partidos políticos (5%). Em uma escala de 0 a 10, o ICJBrasil teve uma nota 5,4.O relatório aponta ainda que 90% da população acredita que o Judiciário é moroso na resolução de conflitos, 79% das pessoas dizem que os custos de acesso ao Judiciário são muito altos, 72% afirmam que o Judiciário é difícil ou muito difícil para se utilizar; 66% acham que a instituição é pouco ou nada honesta e, por fim, 63% acreditam que o Judiciário é pouco independente.Também participaram do encontro o ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); a ministra Carmen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); ministro Félix Fischer, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ); ministro Almirante Esq. Alvaro Luiz Pinto, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Carlos Alberto Reis de Paula, e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST); além dos presidentes dos 91 tribunais brasileiros.Esta foi a primeira vez que o encontro coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi realizado no Norte do país.
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