FGV discute armadilhas da renda média em seminário no Rio de Janeiro

Muitos países alcançaram um nível de renda média nas últimas décadas, mas poucos foram os que conseguiram entrar para o grupo de países desenvolvidos. Conhecido como ?armadilha da renda média?, o fenômeno foi tema de seminário na FGV na última sexta-feira, dia 22 de novembro
Institucional
25 Novembro 2013

Muitos países alcançaram um nível de renda média nas últimas décadas, mas poucos foram os que conseguiram entrar para o grupo de países desenvolvidos. Conhecido como ?armadilha da renda média?, o fenômeno foi tema de seminário na FGV na última sexta-feira, dia 22 de novembro ? uma parceria entre o Instituto Brasileiro de economia (FGV/IBRE) e o Instituto de Estudos da América Latina da Academia de Ciências Sociais da China (ILAS/CASS).Partindo de reflexões acerca das respectivas experiências de desenvolvimento, especialistas brasileiros e chineses discutiram caminhos para que tanto a China quanto o Brasil (grandes economias que atingiram o estágio da renda média) completem a transição para o desenvolvimento, tendo em vista os desafios do crescimento e inclusão social. ?O Brasil está para a China assim como os indicadores sociais brasileiros estão para os indicadores chineses?, comentou na abertura do evento o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), Marcelo Neri, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor da FGV/EPGE ? Escola Brasileira de Economia e Finanças. A pesquisadora do IBRE Lia Valls ainda citou como principais gargalos brasileiros o baixo nível de investimentos estrangeiros em infraestrutura e a baixa taxa de produtividade da mão-de-obra.Já os chineses reforçaram a necessidade de retomada da trajetória de abertura e reforma do país, conforme acordado na 18ª Plenária do Partido Comunista Chinês. Na avaliação de Chen Changsheng, diretor do Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Centro de Desenvolvimento de Pesquisa do Conselho de Estado da China, os riscos de o país cair na armadilha da renda média são pequenos, já que a China teria vantagens como um crescimento econômico com participação de trabalhadores, a contínua possibilidade de urbanização, uma estratégia de reformas flexível e um custo de mão-de-obra qualificada menor que de outros países.O livro que inspirou o evento, ?Armadilha da Renda Média: Visões do Brasil e da China? ? organizado pelos pesquisadores do IBRE Lia Valls Pereira e Fernando Veloso, e pelo diretor do ILAS/CASS, Zheng Bingwen ? também foi lançado ao final do encontro.Para mais informações sobre o seminário, clique e acesse o site do IBRE.