FGV e FIFA reúnem grandes nomes para discutir profissionalização da gestão esportiva no Brasil

Institucional
22 Março 2012

Não basta amor à camisa. Para ser um gestor da área esportiva, é fundamental entender as particularidades do setor e estar qualificado para exercer uma gestão profissional, aliada a uma boa dose de pé no chão. Essa foi a tônica das discussões do Seminário Gestão Esportiva FGV/FIFA Master Alumni, evento promovido pela Fundação Getulio Vargas em parceria com a FIFA Master Alumni Association na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. O evento ? que aconteceu na última sexta-feira, dia 16 de março ? reuniu nomes de peso da gestão esportiva nacional, como o diretor-técnico das categorias de base do São Paulo, René Simões, a secretária estadual de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Márcia Lins, e o diretor de operações do Comitê Organizador da Copa de 2014, Ricardo Trade, entre outros. Na plateia, atletas como o ex-zagueiro da Seleção Brasileira, Gonçalves, dirigentes de grandes clubes e executivos do setor acompanharam o lançamento oficial do curso ?Gestão, Marketing e Direito no Esporte? ? uma parceria inédita entre a FGV e FIFA (por meio do Centro Internacional de Estudos do Esporte ? CIES, sediado na Suíça) ? que será oferecido pela primeira vez no Brasil. Iniciativa pioneira?Este é um momento histórico?, afirmou Stavros Xanthopoylos, diretor executivo do FGV Online, unidade da FGV que irá oferecer o curso a partir de maio deste ano. ?Somos pioneiros por oferecer esse programa de forma capilar, a distância, atingindo gestores em todo o Brasil. É um movimento que vai ao encontro da nossa missão de democratizar o conhecimento?, salientou.A secretária estadual de Esporte e Lazer parabenizou a FIFA e a FGV pela iniciativa de oferecer o curso em um formato rápido (a duração será de um ano) e descentralizado, disponibilizando conteúdos que, segundo ela, permitirão ao país trabalhar com excelência e planejamento estratégico na organização de megaeventos esportivos. Qualificação?O gestor do esporte não pode mais ser só um especialista ? ele precisa ter uma visão geral do setor?, defendeu Ricardo Trade, que reforçou o papel do novo curso no aperfeiçoamento da governança entre os profissionais da área. Seguindo a mesma linha, Luiz Andre Mello, gerente da Golden Goal (empresa de gestão esportiva), alertou aos interessados em ingressar na indústria do esporte: não basta ter paixão ? é preciso buscar qualificação, acumular experiências e saber separar o profissional do torcedor. ?Não adianta achar que você vai virar amigo de atleta. As atenções não devem estar voltadas para o gestor esportivo?. Potencial econômicoO coordenador do curso ?Gestão, Marketing e Direito no Esporte?, Pedro Trengrouse, apontou o potencial de crescimento do futebol como atividade econômica. ?O Brasil é a quinta maior economia do mundo, à frente das principais economias do futebol. Hoje, os clubes e federações do futebol brasileiro movimentam R$ 2 bilhões por ano, mas poderiam movimentar 7,9 bilhões de reais no mesmo período. O futebol brasileiro já é um grande negócio, mas precisa acompanhar o momento que o país vive?, defendeu.?A Copa do Mundo é fantástica, mas é um evento que chega e depois vai embora, e o futebol brasileiro é uma celebração diária. Por isso resolvemos tratar os dois assuntos como uma coisa só, porque o Brasil está economicamente à frente de todos os países relevantes no futebol, com exceção da Alemanha?, explicou Marcel Marcondes, diretor de marketing esportivo da Ambev, maior patrocinadora do futebol brasileiro e responsável por projetos como o novo placar eletrônico no estádio do Vasco e o museu histórico da sede do Fluminense, ambos no Rio de Janeiro. ?Temos que ter não só a Seleção mais forte do mundo, mas também os clubes e o campeonato mais fortes do mundo e estádios qualificados?, defendeu. Para saber mais sobre o curso ?Gestão, Marketing e Direito no Esporte?, que terá início em 5 de maio de 2012, acesse:http://www.fgv.br/fgvonline/fifa

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