Alunos do MAP - Turma Anvisa 2018 vencem competição internacional sobre políticas públicas, migração forçada e refugiados
Políticas Públicas
08 Março 2019

Alunos do MAP - Turma Anvisa 2018 vencem competição internacional sobre políticas públicas, migração forçada e refugiados

A competição internacional foi realizada por simulação participativa construída especificamente para o evento.

Os alunos da Turma Anvisa 2018 do Mestrado Profissional em Administração Pública da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV EBAPE) foram os grandes vencedores da “Naspaa-Batten Student Simulation Competition”, realizada no dia 23 de fevereiro, no Centro de Investigación y Docencia Económicas- División de Administración Pública, na Cidade do México. A competição internacional, realizada por simulação participativa construída especificamente para o evento, se concentrou em questões de migração forçada e refugiados. Os alunos  tiveram que resolver questões que afligem o mundo atualmente, como a reação dos governos a um influxo de requerentes de asilo, a adoção de políticas de facilitação da integração na sociedade de refugiados, além dos entraves e benefícios do acolhimento de pessoas nessas condições.

“Recebemos a notícia da vitória com muita alegria e satisfação, pela importância e relevância internacional da acreditadora NASPAA em educação para o setor público e, claro, pelo resultado das nossas alunas que para nós reforça o comprometimento do MAP e da FGV EBAPE com a excelência acadêmica em pesquisa e ensino na formação de futuras lideranças em Administração Pública”, destaca a coordenadora de acreditação e professora da FGV EBAPE, Yuna Fontoura.

Segundo ela, a importância de participar de uma competição que discute a questão dos refugiados se dá justamente porque não há uma solução rápida e imediata para uma questão complexa como esta que impacta economia, política, relações internacionais, cultura, empresas, legislação de diferentes países, dentre outros aspectos.

“Diante de uma crise global sobre a questão dos refugiados podemos colocar a culpa simplista no país de origem, em seu governo, ou em uma organização específica (criminosa ou não), ou podemos agir e propor soluções. Esse agir parte de uma noção de responsabilidade compartilhada entre países comprometidos com as causas globais, que reconhecem situações de alta desigualdade, extrema pobreza, e crise humanitária em largas proporções como parte de uma crise que assola e envergonha todos nós como seres humanos e que deve sim ser tratada conjuntamente, com seriedade e responsabilidade, para além das fronteiras de um único país”, destaca.

Já a aluna do MAP, Isabella Silva Di Jorge Portella Valderrama, frisa que a competição traz um importante espaço para a troca de experiência relacionadas à gestão pública entre estudantes da área de todo o mundo. Ela acrescenta ainda que o resultado final, com a vitória da FGV EBAPE, demonstra que os servidores públicos brasileiros estão cada vez mais preparados para os desafios globais da administração pública. Ela destacou ainda que participar de uma competição como essa é algo transformador.

“Como atuo em uma área que tem como desafio o trabalho em fronteiras, assim como meu projeto, essa interação e simulação serão essenciais para uma visão mais sistêmica e alinhada com a realidade do mundial. Saio positivamente transformada”, disse a aluna, que é servidora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A professora Yuna Fontoura corrobora essa visão. De acordo com ela, esse evento da NASPAA representa mais do que uma simples “competição”, pois configura-se em um momento riquíssimo de criação, compartilhamento de conhecimento em gestão pública e também de construção de soluções e ideias por meio da diversidade para equipes de alta performance.

“A valorização de equipes com integrantes de diferentes países reforça a importância da escuta qualificada para soluções complexas. Além disso, ressalta a importância de que todos nós, quando aplicamos uma teoria em gestão pública, não podemos ignorar o contexto social, cultural, político e econômico em que ela se dá”, ressalta.

Outra participante da equipe vencedora, Raquel Pereira Guimarães, também aluna do MAP e servidora da Anvisa, explicou que a competição foi muito importante por conta dessa troca de experiências e ideias entre estudantes de diferentes instituições e países.

“A simulação permitiu lidar com problemas de políticas públicas e conflitos diplomáticos o que ajuda a nos preparar para desafios práticos no dia a dia. Para mim, o maior desafio foi o idioma. Éramos apenas três brasileiros na competição e todos os outros competidores falavam em espanhol. Então, nós e nossas companheiras de grupo mexicanas falamos em inglês durante todo o dia. Isso ajudou demais na comunicação e na apresentação oral”, disse.

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