Ciências Sociais

FGV lança publicação que destaca trajetória da Justiça Eleitoral na década de 1930

Obra lançada no Dia da Justiça reúne análises inéditas sobre as primeiras eleições organizadas pela Justiça Eleitoral e é fruto de parceria entre TSE, USP e FGV

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Almerinda Farias Gama vota, em julho de 1933, na eleição de representantes classistas para a Assembléia Nacional Constituinte de 1934 - CPDOC/FGV

Almerinda Farias Gama vota, em julho de 1933, na eleição de representantes classistas para a Assembléia Nacional Constituinte de 1934 - CPDOC/FGV 
 

O Tribunal Superior Eleitoral publicou, no Dia da Justiça, a obra “Eleições na primeira fase da Justiça Eleitoral 1932-1937”, organizada pela professora Jaqueline Porto Zulini, da Escola de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV CPDOC) em co-autoria com o professor Paolo Ricci, da Universidade de São Paulo (USP). O livro está disponível na Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral e no Catálogo de Publicações do TSE e resulta de parceria institucional entre o TSE, a USP e a FGV. 

A coletânea reúne especialistas dedicados a examinar aspectos essenciais da criação da Justiça Eleitoral e as inovações introduzidas pelo Código Eleitoral de 1932, como o voto secreto, a representação proporcional e a ampliação do sufrágio, com a inclusão das mulheres no processo eleitoral. O volume integra a coleção Eleições na República e aprofunda temas pouco explorados sobre a reestruturação política posterior à Revolução de 1930 e os desafios enfrentados para organizar as eleições de 1933 durante o governo provisório de Getúlio Vargas (1930-1934). 

O livro apresenta ainda análises sobre debates constitucionais da época, a incorporação das mulheres ao eleitorado e os efeitos sociais da modernização do sistema eleitoral. O conteúdo inclui também ilustrações, fotografias, charges e caricaturas que ajudam a contextualizar o período. 

Para a professora Jaqueline Porto Zulini, a cooperação entre as instituições foi fundamental para ampliar o acesso à memória eleitoral brasileira. Ela destaca a importância de difundir conhecimento sobre a trajetória das eleições e de reforçar a compreensão pública sobre os avanços na transparência do processo eleitoral. O professor Paolo Ricci ressalta o valor da obra para aproximar Direito, História e Ciência Política e entende que compreender a Justiça Eleitoral dos anos 1930 é essencial para interpretar a formação do regime republicano no Brasil. 

O secretário de Gestão da Informação e do Conhecimento do TSE, Cleber Schumann, enfatiza o papel da publicação na divulgação da história das eleições e da Justiça Eleitoral para diferentes públicos. Ele explica que a coleção Eleições na República tem como objetivo apresentar, de maneira acessível e documentada, a evolução das práticas eleitorais no país. O próximo volume da coleção está previsto para o primeiro semestre de 2026 e terá como título “Almanaque de Dados Eleitorais: Eleições na Primeira Fase da Justiça Eleitoral 1932-1937”, sendo voltado especialmente ao público especializado. 

A obra integra o acervo da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral, que reúne mais de 12 mil itens de acesso público e disponibiliza documentos relacionados ao direito eleitoral, constitucional, administrativo e áreas afins.  
 
Os três primeiros volumes da coleção podem ser acessados gratuitamente pelos links: