FGV Management promove interação com atores em curso de Neurobusiness 
Administração
29 Janeiro 2018

FGV Management promove interação com atores em curso de Neurobusiness 

Dois elementos de pano de fundo precisavam constar na apresentação: a falta de cultura de poupança por parte da população em geral e um conflito latente entre a equipe de vendas, apavorada em perder seus empregos por causa da futura aquisição pela outra empresa.

Saber interpretar não apenas linguagem verbal de executivos em reuniões de negócios, mas muitos outros sinais não-verbais emitidos por todos os presentes nessas reuniões: o tom da voz, a exasperação, os dedos batendo nervosamente sobre a mesa. Tudo reflete e provoca potenciais conflitos e estresse entre membros de equipes, podendo resultar em falhas de liderança e indefinição estratégica, afetando o desempenho do negócio como um todo. 

Os alunos da segunda turma do curso de Neurobusiness do FGV Management procuram trabalhar esses elementos de forma prática na sala de aula por meio de uma metodologia de ensino inovadora: o apoio de um grupo de atores profissionais de teatro. Na primeira aula, que ocorreu no dia 16, a professora Andrea de Paiva explicou quais eram os objetivos da atividade e as regras de simulação de situações típicas da vida corporatva. 

“Por um período de 4 semanas, os alunos, subdivididos em grupos, terão como missão preparar cenas de 12 minutos em que serão retratadas situações relacionadas a uma empresa fictícia. Podem ser reuniões de gestores para motivar equipes de funcionários; encontros com clientes para entender suas demandas; reuniões com a diretoria para pedir apoio a ideias inovadoras. A partir da reflexão sobre os elementos de cada caso e tendo total liberdade de
uso de recursos cênicos dentro da sala de aula, a equipe deve construir uma solução adequada para cada situação”, explica a professora. 

No primeiro dia, foi escolhida uma situação hipotética simulada para mostrar a dinâmica do processo. A situação era de um fundo de previdência privada que estava prestes a ser vendido a outra companhia e a ideia era mostrar à diretoria um projeto inovador cuja proposta era direcionar o “arrendondamento” de compras de cartão de crédito para a conta de previdência
privada.  

Dois elementos de pano de fundo precisavam constar na apresentação: a falta de cultura de poupança por parte da população em geral e um conflito latente entre a equipe de vendas, apavorada em perder seus empregos por causa da futura aquisição pela outra empresa. 

Segundo Andrea, conta para a avaliação a utilização desses elementos, assim com algumas premissas dadas aos alunos, como o planejamento da ação com base nos dados  disponibilizados, a participação de todo o grupo, a necessidade de buscar soluções inovadoras, a atenção ao momento presente e a adaptação a imprevistos. “Preparamos mudanças subidas no meio das cenas para obrigar aos atores e alunos a se adaptarem, elementos-surpresa mais ou menos como existem na vida real”, explica a professora. 

Erika Helena Nakada Guimarães, gerente geral do Banco Safra, conta que buscou o curso para entender mais profundamente as aplicações da neuroliderança e encontrou algo mais profundo do que esperava. “Para participar dessa dinâmica, é preciso ter uma boa bagagem de mercado. Ficou evidente, durante a simulação, que a reação foi meio exagerada. Nas nossas situações cotidianas, sem atores, mas com colaboradores reais, buscamos dar feedbacks
mais construtivos”, explica.

Para mais informações sobre o curso, acesse o site.