FGV na COP 30: tecnologia e inteligência artificial impulsionam novo sistema de monitoramento florestal indígena
Iniciativa apresentada na COP30 destaca como inovação digital fortalece governança territorial e acelera a agenda climática

O World Climate Impact Hub, na COP30, sediou a sessão Economy and Technology as Drivers for Accelerating Climate Action, reunindo formuladores de políticas públicas, especialistas e lideranças do setor para discutir como tecnologia e economia podem acelerar a implementação de ações climáticas. O debate apresentou casos concretos que demonstram como soluções digitais ampliam transparência, confiança institucional e fortalecem ecossistemas de negócios voltados ao clima.
Durante o encontro, Eric Silva Macedo, do FGVces, apresentou o projeto Sistema Inteligente para Monitoramento Florestal de Terras Indígenas Amazônicas, desenvolvido em parceria com a Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp). A iniciativa apoiará a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) na criação de um sistema avançado de monitoramento territorial baseado em algoritmos de inteligência artificial.
O sistema processará dados de observação da Terra para identificar alertas de desmatamento, degradação e oportunidades de restauração florestal. Além de reforçar a soberania digital e a governança indígena, o projeto contribuirá para a estruturação tecnológica da Gerência de Monitoramento Territorial Indígena (GEMTI/COIAB) e atuará em diálogo com órgãos públicos, promovendo o aprimoramento de políticas de proteção territorial.
A sessão também contou com a participação de Juliana Moura Bueno (Public Affairs, Google Brasil), Roberta Amaral (coordenadora de programa do IEB) e Vinay Jaju (cofundador da EarthON Foundation), com mediação de Kamyla Borges (iCS). Os participantes destacaram que inovações digitais — especialmente inteligência artificial e plataformas de dados — são fundamentais para monitorar, avaliar e ampliar a efetividade de políticas climáticas estruturantes.
Entre os pontos principais do debate, foram ressaltados quatro eixos centrais:
• Tecnologia como habilitadora: IA e soluções digitais são essenciais para monitorar e implementar políticas públicas climáticas.
• Transparência e governança: Dados confiáveis ampliam a confiança entre governos, empresas e sociedade civil.
• Empoderamento de pequenas e médias iniciativas: Ferramentas digitais fortalecem negócios climáticos comunitários e viabilizam sua inserção em cadeias de valor.
• Fortalecimento do ecossistema climático: Tecnologias emergentes criam condições para investimentos, inovação em escala e ambientes de negócios mais resilientes e inclusivos.
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