FGV participa de evento de liderança da Harvard Business Review

Institucional
28 Junho 2013

O FGV in company participou do evento ?Liderança em transformação em ambientes complexos?, realizado pela Harvard Business Review na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. O seminário reuniu gestores de empresas como Bradesco, Bunge, Duratex, Banco do Brasil, Microsoft, TOTVS, Unilever, Siemens e Votorantim.  O diretor do FGV in company e vice-diretor do IDE, Stavros Xanthopoylos, moderou o talk show ?Os caminhos para o desenvolvimento de líderes de pessoas e do negócio? entre Peter Cappelli, diretor do Centro de Recursos Humanos da Wharton School of the University of Pennsylvania, Anthony Mayo, diretor da área de Iniciativas de Liderança da Harvard Business School, e Marcelo Miranda, presidente da Precon Engenharia.  ?A Fundação Getulio Vargas já forma líderes há muito tempo. Nos últimos 20 anos, temos oferecido cursos de MBA por todo o país, já formamos dezenas de milhares de gestores. Faz parte da nossa missão e temos orgulho de estar à frente desse processo?, ressaltou Xanthopoylos, no início do debate. ?Agora, nosso desafio no Brasil vai muito além de preparar líderes. Temos que educar nossos funcionários.?  Ao ser questionado como um líder consegue manter seus funcionários engajados, Peter Cappelli citou uma frase clássica de Tolstoi no livro ?Anna Karenina?. ?Todas as famílias felizes são iguais. As infelizes o são cada uma à sua maneira?. Para ele, existem diversas razões para um profissional não estar satisfeito. ?Os gestores precisam compreender que as pessoas têm necessidades psicológicas, não apenas financeiras. Elas querem ter influência sobre o que fazem, se importam com a forma como são tratadas. Liderança é um dos fatores de engajamento, mas há outros?, afirmou.  Co-autor do livro ?The India way: how india´s top business leaders are revolutionizing?, o representante da Wharton School chamou a atenção para o fato de que na cultura indiana o sucesso de uma empresa nunca está ligado diretamente à figura do presidente, mas ao trabalho de todos da organização, enquanto nos Estados Unidos, quando uma companhia faz sucesso, é o CEO que aparece nas capas das revistas com declarações pessoais sobre a empresa.  Já Anthony Mayo enfatizou a importância da confiança na relação entre líderes e liderados e citou algumas competências fundamentais de um líder, como foco na realização, pensamento positivo, autocontrole, capacidade de adaptação, consciência organizacional e empatia. ?O gestor precisa sempre se perguntar: estou criando um ambiente para as pessoas se sentirem motivadas e desafiadas??, disse.  Ao longo do debate, Marcelo Miranda contou que, durante uma pesquisa, pediu aos CEOs que resumissem com uma palavra a sua função e a resposta ?pressão? foi a mais recorrente. ?Na minha avaliação, o maior desafio do líder é o walk the talk, ou seja, fazer o que fala que vai fazer. Ele precisa ter capacidade de mudança e aprendizado, resiliência e capacidade de focar na operação. É importante que o CEO fale com os funcionários de chão de fábrica?, avaliou.  * em destaque, na foto, professor Stavros