Energia

FGV promove seminário sobre os desafios e o futuro do setor de energia elétrica no Brasil 

Evento ocorreu no dia 31 de outubro no Rio de Janeiro e reuniu especialistas para debater regulação, infraestrutura e as novas demandas tecnológicas. 

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painel de palestrantes no evento

A FGV Conhecimento promoveu, no dia 31 de outubro de 2025, o seminário “Perspectivas para o setor de Energia: regulação, resiliência, inovação e data centers”, evento vinculado ao Fórum de Infraestrutura e Energia da FGV Justiça. O encontro reuniu especialistas das esferas pública e privada para discutir os desafios contemporâneos da distribuição de energia elétrica no Brasil e propor caminhos para assegurar serviços de qualidade, tarifas justas e segurança jurídica para investidores e consumidores.

Coordenado por Benjamin Zymler, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e coordenador acadêmico da FGV Justiça, o seminário contou com a presença de autoridades como o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira e o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa. Zymler destacou que o TCU vem buscando fortalecer o diálogo entre os reguladores, os ministérios e o setor privado para aprimorar a governança e a eficiência das concessões.

Durante o encontro, Alexandre Silveira enfatizou a importância de acelerar a assinatura dos contratos das distribuidoras cujas outorgas vencem a partir de 2026. O ministro ressaltou que “criar condições econômicas adequadas é fundamental para que as empresas possam assumir novos compromissos e entregar resultados concretos”.

Os debates abordaram também a necessidade de ampliar os investimentos em resiliência e inovação tecnológica. Para Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia, as empresas da área têm intensificado a adoção de tecnologias que aumentam a confiabilidade da rede, como sistemas de self-healing e comunicação direta com os consumidores em casos de falhas.

Outro destaque foi o papel dos data centers no contexto energético e o potencial do Brasil para se tornar uma referência global na área. Alexandre Nogueira, presidente da Light, sublinhou que o Rio reúne vantagens estratégicas para abrigar esses empreendimentos, aspecto reforçado por Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio, que destacou a combinação, na cidade, de infraestrutura energética robusta, ampla conectividade internacional e políticas públicas voltadas à economia digital. Joisa Dutra, diretora do FGV Ceri, acrescentou que as “gigacargas” devem ser tratadas como vetores de flexibilidade do sistema elétrico, por meio de medidas como a incorporação de tecnologias de otimização, a exemplo do dynamic line rating (DLR).

Os participantes do evento afirmaram, ainda, que alinhar o ritmo de implantação desses empreendimentos com o avanço das redes de transmissão é essencial para garantir a sustentabilidade e eficiência do sistema elétrico.