FGV Social participa da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado Federal

“Enquanto o PIB está tendo uma boa recuperação, a renda do trabalho do brasileiro caiu 11% em termos reais para o brasileiro médio. Para a camada mais pobre essa perda foi de 21%”, destacou o diretor do FGV Social, Marcelo Neri.
Políticas Públicas
02 Julho 2021
FGV Social participa da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado Federal

O FGV Social participou da Comissão Temporária da Covid-19, no dia 11 de junho de 2021, no Senado Federal. A Comissão reúne especialistas e promove debates sobre as necessidades da população, na pandemia e no pós-pandemia, nos sistemas de saúde e sob a ótica econômica e social.

Além do diretor do FGV Social, Marcelo Neri, foram convidados: Arionaldo Rosendo, subsecretário de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde; e o economista Ricardo Paes de Barros, do Insper.

Um dos pontos analisados por Marcelo Neri foi a percepção do brasileiro - A pesquisa compara o Brasil com outros 40 países neste aspecto. A satisfação da população com educação, sistema de saúde e meio ambiente, por exemplo, pioraram durante a pandemia mais do que outros paises. Uma variável que melhorou, comparado com o resto do mundo, foi a percepção da violência da população.

Marcelo Neri também antecipou dados depois presentes na pesquisa recém lançada pelo FGV Social “Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia”. Sentimentos de raiva, preocupação, estresse, tristeza pioraram mais no Brasil durante a pandemia do que na média dos outros 40 países analisados. A pesquisa também revelou piora do nível e desigualdade da felicidade do brasileiro.

O aumento da desigualdade e a queda da renda média do trabalho que ocorreu durante a pandemia, também foi evidenciado. A renda do brasileiro está R$30 mais baixa do que no início da década passada. Quando olhamos para o bem-estar social, o quadro é muito pior. No início da pandemia já estávamos com um patamar muito parecido com a década passada e caiu 19,4% depois.

O diretor da FGV Social também mostrou que a taxa de pobreza, usando uma linha de R$250 por pessoa, era 11% antes da pandemia. Com o auxílio emergencial, a pobreza caiu pela metade. Posteriormente, com a restrição e suspensão do auxílio, a taxa de pobreza triplicou em 6 meses chegando em 16%.

Dados estendidos da pesquisa “Tempo para Escola” do FGV Social também foram apresentados na comissão. A análise por estrato de renda mostra que quanto mais pobre é o indivíduo, menor a quantidade de exercícios recebidos e, para piorar, menor o tempo dedicado aos exercícios da aula. A desigualdade de oportunidades e de resultados educacionais aumenta durante a pandemia, quebrando tendência histórica de décadas.

Sobre o aumento da evasão escolar, Neri defendeu como forma de superar os desafios apresentados a aceleração da vacinação e o retorno das aulas presenciais: “De um lado a gente está sacrificando a educação. A educação no Brasil era ruim, mas ela vinha melhorando, tanto no nível quanto na desigualdade educacional, e isso foi revertido na pandemia. Então o vento que soprava a favor está soprando contra”, disse.

Para saber mais sobre as pesquisas do FGV Social, acesse os links abaixo.

Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia  

Impactos da COVID-19  

A crise e a percepção dos brasileiros

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