FGV/Emap e Fiocruz lançam sistema de monitoramento da dengue em tempo real

Os dados que alimentarão o sistema serão disponibilizados pelas próprias secretarias dos municípios, por meio de relatórios semanais com números de casos notificados por bairro e índices de infestação, além de indicadores climáticos. 
Institucional
27 Janeiro 2015

Com o objetivo de integrar informações sobre o risco de transmissão da dengue, agilizando ações de combate à doença, a Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV/Emap) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançaram o sistema ?Info Dengue?. O projeto é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).Uma plataforma online informa, em tempo real, quais são as zonas da cidade mais afetadas pela doença. ?Buscamos integrar metodologias de análise de séries temporais e espaciais para gerar um sistema de alerta em tempo real para a dengue. O sistema será implementado na Secretaria de Vigilância em Saúde do Rio, antes de ser oferecido em Belo Horizonte e Curitiba?, explica Flavio Codeço Coelho, professor da FGV/Emap e coordenador do projeto.Os dados que alimentarão o sistema serão disponibilizados pelas próprias secretarias dos municípios, por meio de relatórios semanais com números de casos notificados por bairro e índices de infestação, além de indicadores climáticos. Dados de denúncias de focos do mosquito e de menção à dengue nas redes sociais também serão utilizados para o sistema. O objetivo é indicar as incidências com mais rapidez, tornando mais ágil o processo de tomada de decisão para ações de combate à propagação da doença. O alerta será disponibilizado por meio de um aplicativo, instalado na web e nas salas de controle das prefeituras, que permitirá o rápido acesso a diagnósticos semanais de situação e prognósticos de curta duração. O projeto deve reduzir a distância entre a modelagem de séries temporais, sempre aplicadas ao passado por restrições logísticas, e a necessidade de gerar informações em tempo ?quase real? para tomada de decisão.?O controle da incidência e a preparação para o enfrentamento de epidemias de dengue dependem de um monitoramento eficaz de sinais que pressagiem o aumento de casos e potenciais epidemias. Identificados estes sinais, a existência de metodologias estatísticas robustas capazes de produzir alertas epidemiológicos torna-se um fator decisivo para uma ação eficaz e oportuna?, destaca Coelho.

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