FGV/IBRE divulga indicadores do mercado de trabalho

O instituto divulgou o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD).
Institucional
10 Setembro 2014

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE) apresentou queda de 1,2% em agosto de 2014 na comparação com o mês anterior, atingindo 73,6 pontos, seu menor nível desde maio de 2009 ? considerando os dados com ajuste sazonal. Esta é a sexta queda consecutiva do índice, sinalizando continuidade da tendência de desaceleração do ritmo de contratações para o terceiro trimestre.De acordo com o pesquisador do FGV/IBRE Fernando Holanda Barbosa Filho, ?as quedas acumuladas desde março no IAEmp reforçam a desaceleração observada na geração de vagas no mercado de trabalho brasileiro?. Ele afirma que ?o índice está em linha com a baixa geração de empregos, evidenciada pela Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PME/IBGE), e com a criação de novas vagas formais de emprego, como mostram os indicadores do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED/MTE)?. Ainda segundo Fernando, os resultados indicam ainda que essa tendência de desaceleração deve se manter nos próximos meses.Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), também calculado pelo FGV/IBRE, registrou a quinta alta consecutiva ao variar 5,8% entre julho e agosto de 2014, considerando-se dados livres de influências sazonais. Esta foi a maior variação desde julho de 2013 (7,1%). O resultado mostra que, na percepção dos consumidores, as condições no mercado de trabalho teriam piorado durante o mês de agosto.?O ICD mostra tendência da elevação da taxa de desemprego desde abril de 2014. Essa tendência reflete o espalhamento, dentre as diferentes classes de renda, da percepção da piora no mercado de trabalho doméstico, ainda que as classes com rendas mais elevadas expressem isto de forma mais aguda. Logo, assim como o IAEmp, o ICD indica uma tendência de deterioração no mercado de trabalho com possível elevação da taxa de desemprego, tão logo a População Economicamente Ativa, PEA, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em queda desde outubro de 2013, pare de cair?, afirma Fernando de Holanda Barbosa Filho.Clique para mais informações sobre o IAEmp e o ICD.