FMI lança livro sobre crescimento, crise e recuperação econômica brasileira em São Paulo
Economia
13 Março 2019

FMI lança livro sobre crescimento, crise e recuperação econômica brasileira em São Paulo

Os autores abordam os erros políticos cometidos, como a busca por um modelo anticíclico para lidar com a crise financeira global além do que foi necessário.

A Escola de Economia de São Paulo (FGV EESP) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) realizam, no dia 15 de março, o lançamento do livro “Brazil Boom, Bust, and the Road to Recovery”. A obra será apresentada ao público a partir das 14h, em evento no auditório da FGV EESP (Rua Itapeva, 474. 6º andar - Bela Visa, São Paulo/SP).

O livro, que será lançado com a presença dos editores Antonio Spilimbergo e Krishna Srinivasan (FMI), aborda panorama recente da economia brasileira. Após anos de forte crescimento seguidos de uma crise histórica sem precedentes, o país atravessa um momento de lenta recuperação.

Os autores abordam os erros políticos cometidos, como a busca por um modelo anticíclico para lidar com a crise financeira global além do que foi necessário. Eles explicam ainda que a crise atual reflete as fraquezas estruturais históricas, o que também esclarece um crescimento abaixo do esperado nas últimas quatro décadas.

Um dos artigos, que trata dos entraves para o crescimento do país, é de Armando Castelar, coordenador da Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), e foi elaborado em parceria com o então pesquisador da unidade Paulo Lins. Segundo Castelar, o texto destaca três grandes problemas que levaram o Brasil a não avançar muito nas últimas décadas, como a incompletude de reformas de mercado, e que influenciaram na baixa produtividade do brasileiro.

“A tônica do artigo é que o trabalhador é pouco produtivo. A escolaridade do brasileiro melhorou muito nos últimos anos, mas impactou pouco na produtividade. Um dos motivos é que a maior parte dos empregos do país é criada em empresas que não têm escala, tecnologia, capital e gestão, portanto, que são pouco produtivas, gerando empregos de menor qualidade”, analisou o economista.