Ibre lança Boletim Macro com radiografia da economia

Institucional
26 Maio 2011

Com a previsão de uma taxa de 0,70% em maio para o IPCA e inflação no fim do ano entre 6% e 6,5%, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) lançou o Boletim Macro Ibre com indicadores que funcionam como um termômetro da economia do país. Segundo o economista Salomão Quadros, percebe-se ? depois de 14 meses de elevação ? que os alimentos já não pressionam a inflação e apresentam, em maio, o segundo mês consecutivo de queda. Lembrando que a inflação sempre tem mais de um vilão, ele destaca que o setor de serviços administrados vem apresentando reajustes que ultrapassam os 6%, como a energia elétrica que, nos últimos doze meses, encostou nos 9%. ?A taxa esperada para o fim de 2011 deve ficar perto do teto da meta, embora haja o risco de superá-la?, ressalta. Rodrigo Leandro de Moura destacou que há indícios de desaquecimento do mercado de trabalho: ?Se houver cortes, eles atingirão mais fortemente os menos qualificados?, alertou. Segundo o estudo, a tendência de mercado mais fraco já aparecia nos resultados da geração líquida de empregos que, na medida dessazonalizada, caiu de 196 mil para 136 mil de fevereiro para março. O setor industrial foi um dos que tiveram redução mais acentuada nas contratações líquidas, de 33%, sinalizando que a queda provavelmente continuará no restante do ano. O Boletim Macro Ibre é um produto direcionado a clientes e ao mercado investidor com informações e análises econômicas, promovendo uma radiografia mensal da Economia brasileira.