Ibre/FGV e Revista Conjuntura Econômica promovem o I Seminário sobre a Construção Pesada

Institucional
26 Maio 2011

Com tantos investimentos e obras da construção pesada em aeroportos, ferrovias e hidrelétricas visando melhorias para a Copa do Mundo de 2014, o mercado e a indústria brasileira de máquinas e equipamentos está aquecido e preocupado com a elevação de custos que podem inviabilizar os projetos. Com este cenário, o Instituto Brasileiro de Economia e a Revista Conjunta Econômica promovem, no dia 31 de maio, em São Paulo, o I Seminário sobre a Construção Pesada para debater os desafios do setor.A mudança e o crescimento dos investimentos na área de construção ? nos últimos oito anos os investimentos de transporte, por exemplo, saltaram de dois para dez bilhões anuais ? fez com que toda a atividade fosse analisada.    O país precisa ampliar estradas, aeroportos, hidrelétricas e todo o segmento da indústria da construção pesada, mas conta com uma estrutura deficiente. Para isso, a indústria vem fazendo investimentos de médio e longo prazo que permitem um planejamento econômico e afetam os setores público e privado.Luis Fernando Santos Reis, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) e um dos palestrantes do seminário afirma que o investimento em obras rodoviárias está orçado em R$ 183 bilhões. Pelo menos 9% dea malha rodoviária está sob concessão da iniciativa privada. Até agora, os investimentos aplicados em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com construção, pavimentação e recuperação somam R$ 23 bilhões. O PAC também vai possibilitar investir R$ 2,7 bilhões na modernização de 20 portos do Brasil, que são responsáveis por 90% das exportações brasileiras. Além de R$ 1,5 bilhão em dragagem e R$ 1,2 bilhão em infraestrutura. Para os aeroportos estão estimados investimentos superiores a R$ 10 bilhões, oriundos da iniciativa privada ou por concessão pública.  As obras de infraestrutura e expansão da malha ferroviária têm sido feitas com recursos das concessionárias Vale, CSN e ALL. O capital privado investiu R$ 2,3 bilhões em 2007 e R$ 4,3 bilhões em 2008. Os investimentos previstos para os próximos anos são de R$ 4,3 bilhões ? segundo maior número de investimentos na área de transportes.  A construção da Ferrovia Norte-Sul, ligando a região Norte à Centro-Oeste, chegando a São Paulo, e a Ferrovia Oeste-Leste, na Bahia, ligando a Ferrovia Norte-Sul ao litoral do Nordeste são as principais obras previstas.O derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, no Pará, é o maior investimento na área das hidrovias, no valor de R$ 540 bilhões. O projeto possibilitaria o tráfego de navios com capacidade de carga de até 19 mil toneladas.