IGP-10 sobe 0,64% em março de 2020

Com este resultado, o índice acumula alta de 1,73% no ano e de 6,59% em 12 meses. Em março de 2019, o índice havia registrado elevação de 1,40% no mês e alta de 7,99% em 12 meses
Economia
17 Março 2020
IGP-10 sobe 0,64% em março de 2020

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) subiu 0,64% em março. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,01%. Com este resultado, o índice acumula alta de 1,73% no ano e de 6,59% em 12 meses. Em março de 2019, o índice havia registrado elevação de 1,40% no mês e alta de 7,99% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,92% em março. No mês anterior, o índice havia registrado queda de 0,19%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 1,03% em março, após cair 1,36% em fevereiro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de -3,39% para 1,80%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,87% em março. No mês anterior, a taxa foi de -1,13%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de 0,13% em fevereiro para -0,44% em março. A principal contribuição para a desaceleração da taxa do grupo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,32% para -7,87%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,93% em março, ante 0,40% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 0,76% em fevereiro para 2,30% em março. As principais contribuições para este avanço partiram dos seguintes itens: soja (em grão) (-3,37% para 2,16%), bovinos (-3,07% para 4,47%) e café (em grão) (-9,08% para 5,73%). Em sentido descendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens minério de ferro (3,81% para 1,03%), milho (em grão) (7,21% para 3,26%) e cana-de-açúcar (1,84% para 1,18%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,03% em março. Em fevereiro, o índice havia registrado alta de 0,43%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação, cuja taxa passou de 2,22% para -1,23%. Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item passagem aérea, que registrou queda de 13,90% em março, após alta de 4,79% em fevereiro.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,36% para -0,07%), Habitação (0,16% para -0,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,23%) e Despesas Diversas (0,25% para 0,00%). As contribuições para estes movimentos partiram dos seguintes itens: gasolina (0,18% para -1,26%), tarifa de eletricidade residencial (-0,15% para -1,76%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,51% para 0,06%) e alimentos para animais domésticos (0,09% para -2,18%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,34% para 0,54%) e Vestuário (-0,55% para 0,11%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens carnes bovinas (-4,49% para -1,64%) e roupas (-0,68% para 0,11%).

O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, que foi de 0,09%. As principais influências partiram dos itens: tarifa de telefone residencial (0,19% para 0,93%), em sentido ascendente, e mensalidade para TV por assinatura (0,53% para 0,18%), em sentido descendente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,26% em março, ante 0,43% em fevereiro. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: Materiais e Equipamentos (0,82% para 0,27%), Serviços (1,07% para 0,21%) e Mão de Obra (0,06% para 0,27%).

O estudo completo está disponível no site.